- A Polícia Federal deflagrou a operação Palanque Digital, com 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela (Rio Grande do Sul), para apurar desvio de cerca de 25 milhões de reais destinados à comunicação pública e financiamentos de uma milícia digital.
- Segundo a investigação, recursos públicos da prefeitura de Macapá teriam sido usados para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação que promoviam ações político-eleitorais e desinformação contra adversários.
- O ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan, filiado ao PSD e pré-candidato ao governo do Amapá, é alvo da operação, que investiga uma organização criminosa voltada à criação e operação de rede de desinformação e autopromoção.
- A PF apura, ainda, crimes eleitorais, crimes contra a administração pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outras possíveis condutas, ao longo das investigações.
- Em março, Dr. Furlan já havia sido afastado do cargo em outra ação da PF relacionada a suspeita de fraude em licitação e desvio de recursos na obra de um hospital municipal; no dia seguinte, renunciou ao cargo e anunciou pré-candidatura.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, a operação Palanque Digital, que investiga desvio de recursos públicos para financiar uma milícia digital em Macapá. O foco é Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá (gestão 2021-2026) e pré-candidato ao governo do Amapá, alvo de mandados de busca e apreensão.
Segundo a PF, o grupo utilizava verbas da comunicação pública da prefeitura para remunerar influenciadores, veículos e empresas de comunicação, com o objetivo de promover o então prefeito e atacar adversários em contexto político-eleitoral. A apuração aponta criação de uma rede de desinformação que favoreceria a reeleição.
A operação cumpre 35 mandados em Macapá, Belém e Canela (RS). A PF investiga crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública, entre outras hipóteses que possam surgir ao longo das investigações.
Histórico de investigações
Em março, Dr. Furlan foi afastado do cargo por decisão do ministro do STF Flávio Dino em outra ação da PF que apura fraude em licitação e desvio de cerca de R$ 70 milhões na obra de um hospital municipal. O político renunciou ao cargo no dia seguinte e anunciou pré-candidatura ao governo do Amapá.
A PF apontou indícios de existência de um esquema envolvendo agentes públicos, como o vice-prefeito Mario Neto (MDB), e empresários, com o objetivo de direcionar licitações, desviar recursos e lavar dinheiro no projeto do hospital. A Procuradoria e a Justiça seguem acompanhando os desdobramentos.
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