- O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, impulsiona tecnologias de ponta para acelerar a entrega de soluções ao SUS, com foco em reduzir o tempo entre pesquisa e produção.
- Um biossensor em chip, integrado a inteligência artificial, que analisa saliva para identificar sinais de metástase de câncer de boca, recebeu apoio para ampliar o estudo a quase 800 amostras em multicêntrica.
- A iniciativa envolve o CNPEM, o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Fiocruz e hospitais vinculados ao Proadi-SUS, com parceria ao Hospital Sírio-Libanês para validação clínica e acesso a pacientes.
- A ampliação do projeto ocorre após a participação no programa em 2026; o objetivo é transformar pesquisas em soluções reais para o SUS e reduzir a dependência externa em saúde.
- O biossensor já alcançou acurácia de 76% e passa a operar com maior volume de amostras, visando validação clínica e escalabilidade, com infraestrutura de laboratório especializada disponibilizada pelo CNPEM; o dispositivo substitui, em parte, equipamentos laboratoriais de alto custo.
O Ministério da Saúde acelera o impulso a tecnologias de ponta para acelerar a entrega de soluções para o SUS. O esforço faz parte do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, que busca encurtar o caminho entre ciência e oferta de medicamentos e terapias à população.
Pesquisa brasileira desenvolve biossensor em chip que, aliado a inteligência artificial, pode detectar sinais de metástase de câncer de boca a partir de saliva. O projeto é conduzido há oito anos pelo CNPEM, em Campinas (SP), e ganhou novo impulso em 2026 com a integração ao programa governamental.
O objetivo é reduzir o tempo entre a descoberta científica e a disponibilidade clínica. O programa financia a instalação de laboratórios dedicados à produção de insumos, equipamentos e tecnologias para a indústria da saúde, fortalecendo a soberania do SUS.
Avanços do biossensor
A pesquisa já havia testado o biossensor com 60 amostras de pacientes. Com a expansão, o volume de amostras deve chegar a quase 800, por meio de uma análise multicêntrica, ampliando a confiabilidade do dispositivo, conforme a pesquisadora Adriana Franco Paes Leme.
A parceria com hospitais de excelência permitirá acesso a pacientes e validação clínica, enquanto o CNPEM fornece infraestrutura e conhecimento técnico. O Hospital Sírio-Libanês participa para viabilizar a validação prática do dispositivo.
Antes da parceria, a acurácia do biossensor era de 76%. A ampliação do estudo busca elevar esse índice e consolidar a viabilidade do sistema como ferramenta de detecção de metástase a partir de saliva.
Estrutura e cooperação
O programa aproxima instituições como CNPEM, Inca, Fiocruz e hospitais vinculados ao Proadi-SUS. A cooperação está alinhada a uma estratégia de transformar pesquisa em soluções aplicáveis à saúde pública, com foco na indústria farmacêutica.
Para acelerar o ciclo de inovação, o governo trabalha na consolidação de uma esteira que envolve avaliação técnica, regulatória e de viabilidade comercial, seguida pela captação de recursos e acesso à infraestrutura de ponta do CNPEM.
Tecnologia no Brasil e impactos
Em novembro do ano passado, o Ministério celebrou acordo com o CNPEM para tornar a instituição o primeiro polo nacional de inovação radical em saúde. A parceria aumenta a autonomia tecnológica e a soberania do país, ao oferecer infraestrutura de alto nível para pesquisa e desenvolvimento.
Entre os destaques está o Sirius, a maior fonte de luz síncrotron da América Latina, fundamental para visualizar estruturas biológicas em nível atômico e para validar projetos de inovação radical com menor dependência de recursos externos.
O que significa inovação radical
A inovação radical rompe com melhorias graduais, promovendo mudanças profundas em prevenção, diagnóstico e tratamento. Exemplos incluem uso de IA para diagnóstico, terapias celulares avançadas e vacinas com plataformas novas, que podem levar a soluções mais rápidas para a população.
Entre na conversa da comunidade