- Wes Streeting pediu ações urgentes de Keir Starmer contra X e outras plataformas que, segundo ele, incitaram violência, sugerindo que paguem os custos de reconstrução após os distúrbios em Belfast.
- O governo indicou que a resposta ficará com Ofcom, a reguladora de mídia, e que não haverá medidas por pelo menos dois meses.
- Streeting afirmou que incitamento à violência é crime e deve ser combatido online e offline, responsabilizando dirigentes de plataformas que promovem conteúdo perigoso.
- A Online Safety Act exige que redes removam posts ilegais; Ofcom fiscaliza, e X concordou em enviar relatório trimestral, com o primeiro em até dois meses.
- Há propostas para alterar a lei para acelerar a remoção de conteúdo inflamatório durante distúrbios, mas a mudança depende de aprovação parlamentar e só pode entrar em vigor em meados de julho, no mínimo.
Wes Streeting pediu a Keir Starmer ações urgentes contra plataformas online como X, acusando-as de contribuir para a tensão social ao facilitar incitamento à violência. A proposta é que essas empresas contribuam para os custos de reconstrução após os distúrbios em Belfast. O ex-ministro da Saúde faz parte de um cenário político de possível competição interna.
Streeting afirma que a resposta do governo é insuficiente diante de uma série de posts em X que estimularam reações violentas, incluindo mensagens do próprio dono da plataforma, Elon Musk. O pedido de ação acontece após o governo indicar que a decisão caberá ao regulador Ofcom, o que pode atrasar medidas por ao menos dois meses.
A situação se conecta a episódios anteriores de desordem, como em Southampton, vinculada ao caso de Henry Nowak, que gerou desinformação e acusações falsas. Em X, houve também disseminação de informações incorretas sobre policiais envolvidos na prisão de Nowak, com mensagens de ameaça.
Medidas regulatórias
O Online Safety Act estabelece remoção de conteúdos ilegais, com aplicação de Ofcom. X concordou em encaminhar um relatório trimestral de conformidade, mas o primeiro relatório só sai em aproximadamente dois meses. Autoridades estudam alterar a lei para exigir remoção mais rápida de conteúdo inflamado durante boatos ou crises.
Ministros também preparam alterações para tornar mais célere a atuação das plataformas nesses casos, porém a tramitação parlamentar pode levar até julho para implementação. Em resposta a incidentes envolvendo conteúdos sexuais gerados pelo Grok, o governo já adotou medidas proativas contra a ferramenta.
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