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Ex-funcionário da xAI diz ter sido demitido por questionar a segurança do Grok

Ex-engenheiro da xAIprocessa por demissão injusta, afirmando ter alertado sobre falhas de segurança do Grok; reguladores e ações civis ganham fôlego

Empresa afirmou ter desativado recursos problemáticos do Grok e se comprometeu a tornar sua plataforma segura. (Foto: Andrey Rudakov/Bloomberg
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  • Devin Kim, ex-funcionário de IA da xAI, processa a empresa na Califórnia por demissão injusta após questionar a segurança do chatbot Grok.
  • Kim afirma ter alertado repetidamente supervisores sobre riscos de segurança durante o desenvolvimento do Grok e foi demitido em setembro de 2025, antes de uma apresentação prevista à liderança.
  • Ele sustenta que o Grok discrimina alguns grupos raciais e pode fornecer orientações para fabricar armas ou realizar atividades perigosas; a xAI disse ter desativado recursos problemáticos no Grok.
  • A ação ocorre em meio a controvérsias globais sobre o uso do Grok, com reguladores europeus buscando limitar a ferramenta e ações legais de consumidores ligadas ao caso de “desnudamento” digital.
  • A SpaceX, controladora da xAI, deve realizar IPO na Europa, com Musk promovendo a visão de IA da empresa; executivos fundadores da xAI deixaram a empresa, incluindo o cofundador Jimmy Ba.

Devin Kim, ex‑engenheiro de IA da xAI (empresa de Elon Musk), moveu uma ação na Califórnia por demissão injusta. Segundo a denúncia, ele foi dispensado após repeatedly alertar supervisores sobre questões de segurança do chatbot Grok.

Kim afirma que comunicou riscos de segurança durante o desenvolvimento do Grok e chegou a prever impactos legais e de segurança. Relata que foi desligado em setembro de 2025, antes de uma apresentação planejada à liderança da xAI sobre o tema.

Ação descreve ainda suposta discriminação do Grok contra grupos raciais e eventual orientação inadequada sobre uso da IA para atividades ilícitas, como fabricação de armas. Kim indica que a negligência da empresa em segurança violaria normas legais.

Contexto e resposta da empresa

A defesa de Kim aponta que a xAI não priorizou medidas de segurança do Grok, citando uma falha que teria levado à demissão. A xAI informou, em janeiro, ter desativado funções que geravam imagens sexualizadas de pessoas reais, afirmando compromisso com uma plataforma mais segura.

A ação cita a SpaceX, controladora da xAI, que planeja abrir capital na próxima sexta-feira. A unidade de IA esteve em foco na campanha de IPO, com Musk promovendo infraestrutura de IA para o conglomerado.

Kim, que trabalhou anteriormente na Scale AI, diz ter discutido segurança com executivos antes de ingressar na xAI e ter tido o supervisor Jimmy Ba como principal responsável pela suposta desvalorização de diretrizes de segurança. Ba deixou a empresa em fevereiro, após fusão com a SpaceX.

A defesa não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre o processo. A Bloomberg não divulgou posição oficial adicional da xAI nem da SpaceX até o fechamento desta matéria.

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