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Reino Unido proíbe menores de 16 anos usar apps de redes sociais de alto risco

Reino Unido veta menores de dezesseis anos de apps de alto risco em redes sociais, com plano a ser anunciado na segunda-feira e possível contestação judicial

A mobile billboard in London as part of a campaign by the National Education Union.
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  • O governo do Reino Unido vai proibir menores de 16 anos de usar aplicativos de redes sociais considerados de alto risco, enquanto plataformas mais seguras ficarão sujeitas a restrições.
  • Além disso, menores de 18 anos ficarão impedidos de usar chatbots de conteúdo romântico ou sexual baseados em IA, após consulta sobre segurança online.
  • O primeiro-ministro deve apresentar as medidas na segunda-feira, com detalhes sobre quais plataformas serão afetadas a ser anunciados posteriormente.
  • O governo enfrenta o risco de revisão judicial por ter banido algumas plataformas e não outras; houve grande apoio dos pais à proibição para menores de 16 anos na consulta.
  • A proposta levanta questões sobre verificação de idade e sobre até que ponto as plataformas terão de coletar e armazenar dados dos usuários, em meio a debates sobre privacidade.

O governo do Reino Unido planeja proibir o acesso de menores de 16 anos a apps de redes sociais consideradas de alto risco, enquanto plataformas mais seguras serão sujeitas a restrições adicionais. A medida faz parte de um pacote mais amplo de proteção online para crianças.

Segundo a redação das propostas, menores de 18 anos não poderão usar chatbots de IA com conteúdo romântico ou sexual. A partir da próxima semana, as ações serão apresentadas pelo premiê, com detalhes sobre quais plataformas sofrerão a proibição ainda a serem divulgados.

A consulta pública sobre segurança online recebeu mais de 116 mil respostas e mostrou apoio de grande parte dos pais à restrição para menores de 16 anos. O governo sinaliza que a ação não será incremental e visa mudanças robustas.

Os planos incluem limitar recursos considerados seguros, impedindo que menores recebam mensagens que somem, façam conversa com estranhos adultos e realizem transmissões ao vivo. A implementação depende de decisões futuras sobre plataformas específicas.

Especialistas jurídicos destacam o risco de revisão judicial se houver banimento seletivo entre plataformas. A equipe do governo afirma ter elaborado a base legal necessária e que não houve demora excessiva na resposta após a conclusão da consulta.

Questões sobre verificação de idade também aparecem, já que a lei atual exige que plataformas com conteúdo sensível verifiquem a idade dos usuários. Empresas como Meta já exploram mecanismos adicionais para confirmar idades dos usuários.

Panorama internacional e próximos passos

  • Na Austrália, já há uma proibição de serviços que permitem interação entre usuários e publicação de conteúdo para menores de 16 anos, abrangendo apps populares.
  • Analistas internos cobram consistência entre políticas de proteção infantil e estratégias contra gigantes da tecnologia.
  • Há expectativa de debates sobre responsabilidade de plataformas na coleta e armazenamento de dados de usuários, com impacto em privacidade e mecanismos de verificação.

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