- A Niantic treinou modelos de IA com scans de localização coletados por usuários do Pokémon Go que optaram por participar.
- A parceria com a Vantor busca permitir que drones naveguem em zonas sem GPS, usando detecção espacial; os scans do Pokémon Go não foram fornecidos à Vantor, mas foram usados para treinar os modelos da Niantic.
- O objetivo é manter orientação e consciência situacional quando sinais de satélite estão comprometidos, diante de interferência, spoofing ou jam.
- Especialistas destacam preocupações sobre uso de dados de civis para fins militares, pedindo regulação e lembrando que serviços gratuitos podem tratar o usuário como produto.
- Como contexto, a Niantic vendeu sua divisão de jogos para a Scopely em 2025, e a Vantor já fechou acordo com o Exército dos Estados Unidos, de até 217 milhões de dólares, para software de treino.
O modelo de inteligência artificial treinado com dados de Pokémon Go pode ajudar drones militares a se orientarem em zonas de guerra. Dados de localização coletados pelos usuários do game subsidiaram o treinamento de IA para reconhecer espaços físicos. A parceria envolve a empresa Niantic e a Vantor, especializada em software de detecção espacial para drones.
A discussão ganhou corpo após a reportagem do DroneXL, que revelou detalhes sobre a colaboração. Niantic confirmou a parceria com a Vantor, feita com foco em navegação precisa em áreas sem GPS. O acordo não fornece scans terrestres do jogo para a Vantor, mas usa as imagens de Pokémon Go para treinar os modelos da Niantic.
A Niantic foi criada em parceria com a Nintendo e vendeu sua divisão de jogos em 2025. A transação foi realizada para a empresa Scopely, vinculada a proprietários saudáveis de interesse. A Vantor já havia anunciado, em fevereiro, uma contracto com o Exército dos EUA para software de treinamento de terreno em 3D imersivo, com valor potencial de até 217 milhões de dólares.
Especialistas ouvidos pela imprensa chamaram a atenção para o uso de dados de civis com fins militares. O representante de direitos digitais destacou a necessidade de regulação que proteja os usuários, mesmo quando estes aceitam termos de serviço. Um pesquisador universitário apontou que esse tipo de uso pode não ser isolado, citando exemplos anteriores de dados extraídos de apps.
Parcerias e Uso de Dados
- Segundo Niantic, as varreduras de AR coletadas por meio de Pokémon Go foram fornecidas voluntariamente por jogadores que aceitaram o recurso e concordaram com os termos vigentes na época.
- A empresa reiterou que a colaboração está no estágio inicial e que o objetivo é melhorar sistemas de orientação em ambientes com GPS ausente ou sujeito a interferência.
- A Vantor afirmou que, na prática, as varreduras terrestres do game não foram repassadas para a empresa como parte do acordo, mantendo o foco no treinamento de modelos fundamentais da Niantic.
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