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CFM lança IA para ampliar fiscalização do ato médico

CFM lança IA para ampliar fiscalização médica; previsão é de 30% a mais em dois anos, com dados cruzados e fiscalização preditiva em tempo real

Inteligência Artificial - Ciência, Tecnologia; Pesquisa. Foto: Rawpick/Freepick
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  • O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou um sistema de inteligência artificial para fiscalização de atos médicos pelos Conselhos Regionais de Medicina em todo o país.
  • A expectativa é aumentar em até 30% o volume de fiscalizações anuais nos próximos dois anos, com supervisão das atividades e melhoria na identificação e monitoramento de irregularidades.
  • A plataforma reúne dados do CFM, dos CRMs, do Cadastro Nacional de Médicos e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, além de informações da Receita Federal e conteúdos públicos de redes sociais.
  • O sistema permite relacionar denúncias de precariedade estrutural e de exercício ilegal da medicina, com atuação em tempo real e uso de predição de riscos.
  • O projeto observa a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e afirma que a tecnologia aumenta a eficiência sem substituir o papel do médico.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou nesta terça-feira (9) um sistema de inteligência artificial para aprimorar a fiscalização de atos médicos pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) em todo o Brasil. A ferramenta opera dentro da Plataforma Nacional de Fiscalização.

A expectativa é aumentar em 30% o volume de fiscalizações anuais nos próximos dois anos, com atuação mais ágil e maior capacidade de identificar, monitorar e analisar situações que demandam intervenção.

A iniciativa foi apresentada em Brasília durante coletiva com o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, que reforçou que a tecnologia não substitui o médico, mas fortalece a governança e reduz burocracia.

Implementação e funcionamento

O sistema integra dados do CFM e dos CRMs, incluindo históricos de vistorias, cadastros profissionais e informações de estabelecimentos de saúde. O CNES também alimenta a plataforma.

A ferramenta permitirá cruzar informações com a base da Receita Federal e monitorar conteúdos públicos e redes sociais para detectar possíveis irregularidades no exercício da medicina.

Jeancarlo Cavalcante, diretor responsável pelo departamento de IA, destaca que a solução representa uma mudança pioneira no setor, com foco em dados, transparência e predição.

Impactos, proteção de dados e governança

A partir da versão 4.0, a plataforma passa a antecipar riscos à saúde pública, ajudando a fiscalizar em tempo real. O objetivo é detectar problemas antes que causem dano.

O CFM afirma que o tratamento das informações segue a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando segurança e privacidade. O lançamento visa proteger a sociedade e trabalhadores da saúde.

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