- André Savino, presidente da Syngenta Proteção de Cultivos no Brasil, defende manter relação direta com o produtor e criou a Synap, holding de varejo próprio, em vez de seguir a consolidação por fundos.
- O Syngenta Group lidera o mercado global de proteção de cultivos em 2025, com faturamento de US$ 28,4 bilhões, à frente de Bayer Crop Science e outras empresas.
- No Brasil, o setor de agroquímicos fechou 2025 em US$ 16,1 bilhões, alta de 4,8% em relação a 2024.
- A estratégia da empresa aposta na convergência entre químicos e biológicos na agricultura tropical, com avanços de três gerações de bioinsumos e pesquisas em RNA mensageiro.
- Savino é conhecido como “presidente botina”, viaja cerca de 30 semanas por ano para acompanhar a operação e lidera iniciativas de sustentabilidade, liderança e diversidade na companhia.
A Syngenta avança na integração entre químicos e biológicos na agricultura tropical, sob a liderança de André Savino, presidente da Proteção de Cultivos no Brasil. A companhia aposta em manter relação direta com o produtor, em vez de transformar distribuidores em ativos de curto prazo.
Savino atua há quase 29 anos na empresa e participou de transformações que moldaram a atuação global da Syngenta. A fusão original entre Novartis e AstraZeneca deu origem à companhia, que foi adquirida pela ChemChina em 2017, fortalecendo o grupo Syngenta.
A decisão estratégica de preservar o relacionamento direto com produtores ocorreu em meio a um movimento de consolidação do varejo agrícola por fundos de investimento e às dificuldades de crédito entre 2024 e 2025. A Synap representa a resposta com varejo próprio, mantendo operações com foco técnico e de fidelização.
O papel de Savino no varejo e na proteção de cultivos
Antes de chefiar a proteção de cultivos no Brasil, Savino liderou a área de marketing e vendas e passou a gerenciar o varejo da empresa. Essa experiência ampliou sua atuação em crédito, logística e gestão operacional, moldando a visão de longo prazo da companhia.
No Brasil, a Syngenta posiciona-se como protagonista da integração entre produtos químicos e biológicos. O executivo ressalta que o mercado de biológicos é fragmentado e vê potencial de liderança na área em um prazo próximo.
O desempenho global e a liderança no setor
Em 2025, o Syngenta Group liderou o mercado mundial de proteção de cultivos, com faturamento de US$ 28,4 bilhões, à frente de Bayer Crop Science e Corteva. No Brasil, o setor de agroquímicos fechou 2025 em US$ 16,1 bilhões, frente a US$ 15,4 bilhões de 2024.
Savino destaca o objetivo de ampliar a participação da Syngenta em biológicos, mantendo a estratégia de inovação tecnológica. A empresa destina cerca de 10% do faturamento global a Pesquisa e Desenvolvimento, apoiando três gerações de bioinsumos.
Sustentabilidade e expansão regional
A sustentabilidade aparece como motor de crescimento, conectada à produtividade sem ampliar áreas. O projeto Reverte, lançado em 2019 para recuperar pastagens no Cerrado, foi ampliado para o Paraguai e tem parcerias com a ONG The Nature Conservancy.
Savino reforça a visão de que o Brasil continua estratégico para o desenvolvimento de tecnologias agrícolas. Ele destaca a necessidade de municípios e produtores avançarem em eficiência, sem desmatamento, para alimentar uma população crescente.
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