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Rádios utilizam streaming ou arquivos de áudio para tocar músicas?

Rádios usam arquivos lossless ou formatos comprimidos; a seleção é gerida por software, com negociação com gravadoras e recolhimento de direitos ao Ecad

Imagem de um rapaz controlando uma mesa de som numa emissora de rádio.
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  • As rádios compram arquivos de áudio das gravadoras ou artistas, em formato WAV, que é lossless e de alta qualidade.
  • A seleção musical é feita pela emissora com participação de profissionais como a diretora artística, que avalia se a música combina com a programação.
  • Os arquivos ficam armazenados na nuvem, integrados a um acervo digital da emissora, acessível via software de automação de áudio (ex.: Pulsar Multimedia).
  • Antes da transmissão, o áudio passa por tratamento técnico (normalização, remoção de silêncios, ajuste de fade e marcação de seções) e é enviado à mesa de som para novo processamento.
  • O Ecad recebe informações sobre as músicas tocadas e repassa 85% dos valores arrecadados aos artistas; o restante fica com o Ecad e associações. Antigamente a programação dependia de vinis e, depois, de CDs, com menos flexibilidade.

As rádios atuais trabalham com arquivos de áudio recebidos de gravadoras ou artistas. O material costuma estar em Wave, o formato lossless que preserva a qualidade original, mas é mais pesado. Serviços de streaming usam formatos comprimidos como MP3 para economizar espaço e facilitar a transmissão pela internet.

Para adquirir as músicas, emissoras negociam diretamente com gravadoras ou detentores dos direitos. A gravadora, às vezes, reúne a equipe em reuniões para apresentar a faixa, explicar a estratégia e definir a inclusão na programação, segundo profissionais do setor.

O material enviado fica armazenado na nuvem, no acervo digital da emissora. Antes de entrar no sistema, ocorre um tratamento: normalização de volume, remoção de silêncios, ajuste de fade e marcação de introdução, refrão e final. Tudo preparado para a automação.

O processo segue com o software de automação de áudio, que controla a ordem das faixas, vinhetas e intervalos comerciais. Nomes de artistas e dados das faixas ficam cadastrados para facilitar a gestão da programação, como ocorre na Alpha FM e na Rádio USP, que utilizam o Pulsar Multimedia.

Da mesa de áudio, o som recebe novo processamento para ficar encorpado. Em seguida, o sinal é transmitido por meio de um transmissor que converte a corrente em ondas eletromagnéticas e é irradiado pela antena na frequência correspondente.

Muitos instrumentos também transmitem ao vivo pela internet. Nesse caso, o áudio é codificado e enviado para o servidor de streaming, completando a transmissão online para o público remoto.

Paralelamente, outro software monitora as faixas tocadas e informa o Ecad, órgão responsável pela cobrança de direitos autorais no Brasil. Mensalmente, as rádios pagam com base no alcance e na densidade populacional, sendo 85% repassados aos artistas.

No passado, o processo era mais trabalhioso. As discotecas trocavam discos de vinil nos toca-discos, com a agulha iniciando cada faixa. No início dos anos 1990, CDs substituíram os vinis, tornando a programação mais prática, embora ainda dependente de mídias físicas.

A evolução levou à digitalização total, permitindo planejamento de programação com meses de antecedência. Hoje, as emissoras planejam com maior flexibilidade, reduzindo limitações associadas a mídias físicas e podendo ajustar rapidamente a grade musical.

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