- O Ministério da Saúde participou do lançamento do Manual de Acreditação de Saúde Digital: Telemedicina e Telessaúde, na Feira Hospitalar em são paulo, desenvolvido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).
- O manual estabelece referência nacional para qualidade, segurança, governança, interoperabilidade e melhoria contínua em serviços digitais de saúde, público e privado.
- A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério, Ana Estela Haddad, afirmou que critérios nacionais devem dialogar com o Sistema Único de Saúde (SUS) e fortalecer cuidado, segurança da informação e acesso à saúde.
- O instrumento, apresentado pela primeira vez como modelo nacional de acreditação em telemedicina e telessaúde, recebeu validação prática em ambientes reais e busca orientar a integração do cuidado e a inovação em saúde digital.
- A publicação será disponibilizada em 1º de junho no site da ONA; dados da Telessaúde no SUS mostram 6,3 milhões de teleatendimentos entre 2025 e 2026, alcançando 79% dos municípios.
O Ministério da Saúde participou do lançamento do Manual de Acreditação de Saúde Digital: Telemedicina e Telessaúde, desenvolvido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O evento ocorreu nesta terça-feira, 19, durante a Feira Hospitalar em São Paulo. A publicação estabelece referências nacionais para qualidade, segurança e governança de serviços digitais de saúde, abrangendo interoperabilidade e melhoria contínua.
A iniciativa reúne a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEID) e o MS para alinhar a acreditação às diretrizes do SUS, com foco na integração do cuidado, segurança da informação e ampliação do acesso a serviços de saúde com qualidade. A ideia é apoiar instituições públicas e privadas na organização e avaliação de serviços digitais.
Para Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital, a criação de critérios nacionais busca assegurar avanço tecnológico responsável, sustentável e centrado no cuidado. O manual pretende superar o simples checklist técnico, incentivando transformação institucional e interoperabilidade entre linhas assistenciais.
O que muda na prática
O documento é apresentado como o primeiro instrumento nacional de acreditação em telemedicina e telessaúde, elaborado com padrões internacionais e adaptação ao contexto brasileiro. A ferramenta considera as especificidades do SUS, da saúde suplementar e do setor privado, promovendo um ecossistema integrado de Saúde Digital.
Chao Lung Wen, da USP, afirmou que a publicação não avalia apenas a prática clínica, mas estimula integração do cuidado e políticas públicas, bem como a inovação na área. O objetivo é conectar o conhecimento técnico à implementação real em diferentes contextos de atendimento.
Validação e alcance
A validação prática em ambientes reais de serviço foi essencial para ajustar os requisitos, assegurando que as diretrizes sejam seguras, eficientes e escaláveis. O processo destacou a importância da incorporação de tecnologias, incluindo inteligência artificial, e a conexão com a RNDS.
Péricles Góes da Cruz, superintendente técnico da ONA, destacou que os ajustes finais consolidaram diretrizes para a acreditação em saúde digital no país, priorizando acesso seguro e excelência. Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da ONA, reforçou o foco na jornada do paciente, com interoperabilidade entre sistemas.
Contexto de implementação
A publicação chega em um momento de expansão da Telessaúde no SUS. Entre 2025 e 2026, foram registrados 6,3 milhões de teleatendimentos, cobrindo 79% dos municípios brasileiros, 20 Distritos Sanitários Especiais Indígenas e 19 territórios quilombolas. O manual ficará disponível a partir de 1º de junho no site da ONA.
Participantes e engajamento
Entre os presentes no lançamento estiveram representantes do Ministério da Saúde, da ONA e de instituições públicas e privadas, como a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e o InCor-HCFMUSP. A sessão contou também com vozes da FMUSP e de órgãos ligados à saúde digital.
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