- A Fendt chegou ao Brasil em 2019, em Sorriso (Mato Grosso), com foco em tecnologia avançada para o produtor brasileiro.
- Em 2026, lançou tratores com transmissão CVT, sensores embarcados e IA, que reduzem o consumo de combustível em dezoito a vinte por cento frente à concorrência.
- A tecnologia Precision Planting reduz a aplicação de fertilizante em cinquenta a setenta e cinco por cento em operações com muita manobra de cabeceira, gerando economia de cerca de R$ 30 por hectare na soja e no milho.
- O sistema Autorun permite que o trator opere sozinho na cabine, por meio de um tablet, com o operador definindo tarefas; a máquina executa a maior parte dos ajustes.
- A empresa aposta na transição energética com motores Tier four e opções modulares para etanol, biometano ou hidrogênio, já comercializa trator elétrico globalmente e amplia presença na América Latina (Brasil, Paraguai e Argentina) com gestão de frota mista via integração de tecnologias.
Da Bavária ao Cerrado, a Fendt avança no Brasil com tratores autônomos, motores preparados para combustíveis verdes e gestão de frota integrada. A empresa quer acompanhar o produtor brasileiro ao longo de todo o ciclo produtivo, reduzindo custos e elevando a produtividade.
A atuação da marca alemã no Brasil começou em 2019, em Sorriso, Mato Grosso. Desde então, busca ampliar a presença com tecnologia de ponta e suporte contínuo, buscando transformar práticas no campo por meio de inovações que já estão disponíveis.
A estratégia envolve o portfólio completo, com foco em economia de combustível, precisão na semeadura e automação. A operação local funciona como piloto para a adoção de soluções que podem chegar a outros mercados da região.
Tecnologia que se paga no campo
Entre 2026, a Fendt lançou uma nova série de tratores com transmissão CVT, sensores embarcados e IA para autoajuste de velocidade e consumo. A marca aponta ganho de 15% a 20% no consumo de combustível frente aos concorrentes.
Na linha de plantio, a tecnologia Precision Planting, parceira do grupo AGCO, entrega sementes e fertilizantes no ponto, reduzindo perdas. Em operações com várias manobras, a economia de fertilizante pode chegar a 50% a 75%, gerando economia por hectare.
A solução se traduz em maior eficiência operacional e menor custo de manutenção, conforme destacam executivos da empresa. As tecnologias são apresentadas como pilares para uma produção mais sustentável e rentável.
O trator que trabalha sozinho
O Autorun representa uma aposta central para o ciclo produtivo de 2026. O equipamento opera sem pessoa na cabine, guiado por um tablet que define tarefas e rotas no talhão. A máquina executa o preparo do solo, ajustes de velocidade e apoio a colheitadeiras.
A proposta consiste em tornar o operador mais decisor do que piloto. A máquina realiza cerca de 90% dos ajustes, restando ao profissional validar e orientar as operações. A tecnologia busca mitigar a escassez de mão de obra qualificada no campo.
Motores para o futuro, disponíveis hoje
A Fendt avança na transição energética com motores Tier 4, que reduzem significativamente as emissões de NOx e já cumprem padrões mais rigorosos que o exigido no Brasil. Modelos com arquitetura modular permitem adaptar periféricos a etanol, biometano ou hidrogênio.
A empresa já comercializa um trator 100% elétrico globalmente. O executivo aponta que não há caminho único na transição energética: o portfólio precisa atender diferentes cadeias produtivas, regiões e fontes de energia.
Da Europa aos trópicos — e além
A expansão na América Latina segue uma lógica de tropicalização: Brasil primeiro, depois Paraguai e Argentina. Os equipamentos passam por validação no sul do Brasil, no cerrado, na Bahia e em São Paulo, antes de chegar às concessionárias.
Paraguai é visto como mercado estratégico pela proximidade com produtores brasileiros. Na Argentina, a maturidade técnica dos agricultores e contratistas tem sido um fator de crescimento para a marca.
O parceiro do ciclo inteiro
Para a Fendt, o objetivo vai além da venda de máquinas: envolve desenvolvimento, entrega, treinamento, suporte e renovação de frota. A aquisição da PTX Trimble amplia o leque de tecnologia para gestão de frota mista.
O foco é demonstrar, primeiro, a eficiência da tecnologia disponível, atual ou adaptada, e, então, convencer o produtor a investir. A ideia é ser parceiro contínuo do agricultor, do plantio à renovação de equipamentos.
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