- Um terço dos estudantes universitários acredita que demissões provocadas pela IA serão rápidas o suficiente para gerar agitação civil; 34% entre estudantes, 22% entre o público em geral.
- 77% dos estudantes usam IA pelo menos algumas vezes ao mês; 27% utilizam diariamente ou quase diariamente, em comparação com 46% entre trabalhadores.
- Mais da metade dos estudantes acha que as perdas de empregos com IA serão piores do que em uma recessão normal.
- O levantamento é o primeiro resultado de um novo tracker da King’s College London sobre IA, com 1.000 estudantes universitários, 1.000 jovens de 16 a 29 anos, 500 empregadores e 2.000 membros do público no Reino Unido.
- Apesar do medo, estudantes, especialmente os homens, tendem a ver IA de forma mais positiva do que o público: 52% dos estudantes homens consideram a IA positiva para a humanidade; no público, 24% veem benefício, 41% têm medo e 48% prefeririam evitar.
Um terço de estudantes universitários na Grã-Bretanha acredita que as perdas de empregos com IA serão tão rápidas que podem provocar agitação civil, aponta uma pesquisa do King’s College London (KCL).
O levantamento, realizado pelo King’s Institute for Artificial Intelligence e pelo Policy Institute, compara dados de quatro grupos: 1.000 estudantes, 1.000 jovens de 16 a 29 anos, 500 empregadores e 2.000 membros do público em todo o Reino Unido.
Mais de 75% dos estudantes utilizam IA pelo menos algumas vezes ao mês, contra 46% da população em geral; 27% a utilizam diariamente ou quase diariamente.
Principais resultados
Entre os estudantes, 34% acreditam que a IA pode eliminar empregos rápido o suficiente para gerar desordem civil, frente a 22% do público em geral.
Apesar do medo, os universitários costumam demonstrar maior otimismo do que a população. Quase metade do público prefere evitar a IA, e apenas 24% vê impactos positivos para a humanidade. Entre os estudantes, o cenário é menos pessimista.
Homens entre os estudantes costumam ver a IA como algo positivo para a humanidade, ao passo que mulheres tendem a discordar mais dessa visão.
O estudo aponta ainda que nove em cada dez alunos já enfrentaram problemas com IA, principalmente erros factuais (37%) e fontes falsas (31%). Menos da metade costuma verificar a saída da IA antes de usar.
Apesar do crescimento da IA, 78% dos estudantes participarão de uma universidade, ainda que 30% mudassem de curso.
Rupturas entre preparo e mercado de trabalho aparecem na pesquisa: 60% acreditam que as universidades podem prepará-los para um mercado de trabalho com IA, mas apenas 36% dizem que a instituição está realmente preparando.
O diretor do Policy Institute, Bobby Duffy, afirma que a população observa o avanço da IA com mais receio do que entusiasmo, especialmente em funções de entrada.
Bouke Klein Teeselink, docente de filosofia, política e economia, ressalta que, com treinamento adequado e políticas públicas, há caminho para produtividade maior, oportunidades amplas e progresso científico mais rápido.
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