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O segredo por trás da polêmica da performance de Bad Bunny no Super Bowl

Controvérsia do show do intervalo com Bad Bunny teve forte participação de bots estrangeiros, visando desestabilizar a confiança pública e ampliar divisões

Bad Bunny performs during the Apple Music halftime show at Super Bowl LX.
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  • Uma análise da plataforma predictive narrative GUDEA revisou mais de 3,7 milhões de posts sobre Bad Bunny, de 1,2 milhão de usuários, em 32 plataformas entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro, mostrando que apenas 3,7% das contas geraram 25,85% do conteúdo.
  • Constatou-se que esse conjunto reduzido incluía bots estrangeiros, responsáveis por grande parte da desinformação envolvendo a apresentação no intervalo do Super Bowl.
  • Segundo os pesquisadores, o objetivo era desestabilizar a cultura americana, aprofundar divisões e dificultar que o público distinguisse o que era real do que era fabricado.
  • A polarização também ganhou força com a participação de organizações conservadoras, como a Turning Point USA, que colocou uma contraprogramação para o evento.
  • O estudo cita casos anteriores de campanhas de desinformação envolvendo celebridades e lembra que, em dois mil e vinte e quatro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos interrompeu uma fazenda de bots russa usada para espalhar desinformação.

Bad Bunny foi alvo de desinformação externa durante o show do intervalo do Super Bowl, segundo estudo divulgado por GUDEA. A pesquisa analisou mais de 3,7 milhões de posts sobre o artista, de mais de 1,2 milhão de usuários, em 32 plataformas entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro. O objetivo era entender como narrativas políticas e culturais foram amplificadas nas redes.

De acordo com o relatório, apenas 3,7% das contas geraram 25,85% do conteúdo relacionado a Bad Bunny. Esses perfis representam bots estrangeiros atuando para ampliar controvérsias e aprofundar divisões, em vez de discutir a performance em si. A análise reforça que a manipulação não visava uma única narrativa, mas manter o debate ativo e polarizado.

Conforme o estudo, a estratégia parecia tender a desestabilizar a confiança pública e ampliar falhas de comunicação entre eleitores, anunciantes e instituições. O objetivo declarado seria dificultar a distinção entre conteúdo autêntico e fabricado, dificultando a mobilização cívica e estimulando o desgaste do debate público.

No contexto do Super Bowl, a controvérsia ganhou espaço após a apresentação de Bad Bunny, com críticas a aspectos estéticos do show e a uma entrega considerada antagônica a padrões. Parte da pressão ocorreu após a repercussão internacional de performances recentes do artista, incluindo aparições em premiações.

Entre os envolvidos, figuras públicas e organizações conservadoras criticaram o conteúdo. Em resposta, o estudo cita a atuação de plataformas de desinformação visando influenciar a opinião pública em temas culturais e políticos, em vez de apoiar um argumento específico.

A pesquisa cita casos anteriores de campanhas de desinformação ligadas a celebridades, incluindo episódios envolvendo artistas de diversas áreas. Em 2024, autoridades norte-americanas disseram ter disruptado uma fogueira de bots pró-Rússia, com perfis falsos simulando apoio a temas como a guerra na Ucrânia.

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