- A partir de 3 de agosto, o SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite, sempre com a vacina injetável.
- O esquema passa a ter três doses básicas aos 2, 4 e 6 meses, seguidas de reforços aos 15 meses e aos 4 anos.
- Todas as crianças com menos de 5 anos que não completaram as cinco doses devem procurar o posto de saúde para verificar a necessidade de atualização vacinal.
- A mudança foi aprovada pela Câmara Técnica Assessora em Imunizações e comunicada pelo Programa Nacional de Imunizações.
- O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos; a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, diante de surtos em outros países.
O SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite. A mudança entra em vigor em 3 de agosto, adotando exclusivamente a vacina injetável para o reforço.
O esquema passa a oferecer três doses básicas aos 2, 4 e 6 meses, seguidas de duas doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos. Todas as aplicações usarão a vacina inativada, eliminando a etapa com a vacina oral.
A decisão foi tomada pela Câmara Técnica Assessora em Imunizações e divulgada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A medida visa manter proteção elevada, diante de surtos insurgentes em outros países, embora o Brasil apresente, há 37 anos, registro de ausência de poliomielite.
Por que a mudança
Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, a proteção diminui com o tempo e reforços ajudam a manter o nível de defesa. A vacinação é indicada para crianças até 5 anos, pela maior vulnerabilidade a quadros graves.
Ballalai ainda afirma que, em situações de surto, adultos também podem ser vacinados. O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1987, e o certificado de área livre foi concedido em 1994.
Contexto e impacto
Mesmo com a erradicação local, o poliovírus permanece circulando em alguns países. A vacinação contínua evita que o vírus retorne ao território nacional. Em histórico nacional, entre 1968 e 1989, houve mais de 26 mil infecções, com risco de paralisia e morte.
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