- O sindicato Napo afirma que o serviço de condicional em Inglaterra e País de Gales enfrenta cargas de trabalho excessivas, colocando o público em risco pela supervisão de ex-infratores.
- Pela primeira vez, a direção da Napo declarou não ter confiança nos gestores do serviço de condicional e ameaça ação industrial em três meses caso não haja mais apoio e aumento de salário.
- A expansão do monitoramento com tornozeleiras, prevista para setembro, pode chegar a até 40 mil ex-infratores, um aumento de 40% em relação aos 28 mil atuais.
- A auditoria pública anterior apontou falta de pessoal e treinamento, com cargas de trabalho excessivas e funcionários operando acima da capacidade.
- O governo afirma que vai recrutar 1.300 oficiais de condicional e investir 700 milhões de libras até 2029, incluindo testes de monitoramento próximo para agressores domésticos.
Napo, o sindicato que representa agentes da pensão e serviços de proteção, informou que há risco direto para o público na Inglaterra e no País de Gales devido a cargas de trabalho excessivas entre os oficiais de monitoramento de ex-detentos. A advertência ocorre em meio a planos do governo de ampliar o monitoramento de pessoas liberadas, com o aumento previsto de até 40 mil pessoas sob monitoramento por pulseira, até o final deste mandato.
Segundo o sindicato, a sobrecarga impede que os profissionais acompanhem adequadamente os ex-detentos, elevando o risco de novas infrações. A liderança da Napo declarou pela primeira vez não ter confiança na gestão do serviço de probation e indicou possível industrial action em três meses, caso não haja aumento de apoio e de remuneração aos membros.
O ministério da Justiça prevê a ampliação do sistema de monitoramento a partir de setembro, o que representa uma expansão histórica de 40% no alcance atual. O objetivo é monitorar até 40 mil ex-condicionados, com supervisão de oficiais de probation. O aumento de pessoal e recursos é parte de um pacote de investimentos anunciado para reduzir a pressão no sistema penal.
Há preocupação com a qualidade do serviço: um relatório anterior de vigilância indicou que faltam funcionários com experiência, o que aumenta as cargas de trabalho e coloca pessoas sob risco. Dados oficiais mostram que, entre 2023 e 2025, uma parcela relevante das nomeações para atendimentos de probation não ocorreu conforme o previsto.
Tania Bassett, dirigente da Napo, afirmou que o crescimento de ex-detentos sob supervisão supera a capacidade atual dos oficiais. Ela ressaltou que cargas de trabalho elevadas e a escassez de moradia para alguns clientes contribuem para maior vulnerabilidade social e risco de reincidência.
Consequências operacionais e respostas oficiais
O serviço de Prison and Probation registrou desempenho abaixo das metas de pontualidade de atendimentos em 2024-2025, segundo a Comissão de Auditoria Nacional. O Ministério da Justiça informou estar em diálogo com os sindicatos para assegurar apoio aos funcionários e destacou confiança na liderança para implementar mudanças necessárias.
O governo afirmou ainda que vai manter um conjunto de medidas para reforçar a fiscalização, incluindo a contratação de 1.300 agentes de probation adicionais em um ano, dentro de um investimento de 700 milhões de libras até 2029. Parte do montante também financiará o monitoramento por pulseira em vítimas de abusos e perseguição, com testes de um piloto de monitoramento próximo.
As declarações destacam que, apesar das dificuldades, a administração pública continua buscando reduzir a criminalidade e proteger o público, mantendo diálogo com as entidades sindicais e avaliando estratégias de melhoria na gestão de recursos humanos do serviço de probation.
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