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Em busca de luz

Apagões prolongados em Cuba agravam saúde, higiene e transporte, ampliando a pobreza enquanto o país busca restabelecer a energia

Um amanhecer sem eletricidade paralisa tudo. Na madrugada, os cubanos lutam contra as incertezas – Imagem: Adalberto Roque/AFP
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  • Cuba vive longos apagões em Havana, levando moradores a buscarem energia para carregar celulares e realizar atividades básicas.
  • A falta de energia reduz o fornecimento de água e higiene, aumenta o risco de doenças e atrasa procedimentos médicos, como cirurgias e tratamentos de pacientes em diálise.
  • O sistema de saúde sofre com perdas financeiras e dificuldades para manter diagnósticos e tratamentos; mais de 100 mil pessoas aguardam cirurgias.
  • A população enfrenta transporte precário e preços elevados, com serviços privados condicionados pelo câmbio no mercado paralelo; elevadores em hospitais também ficam sem energia.
  • O governo aponta o peso do bloqueio dos Estados Unidos e a crise energética; moradores registram descontentamento nas redes sociais, questionando tarifas e horários de energia.

Em meio a apagões contínuos, moradores de Havana e arredores enfrentam dias em que a eletricidade não chega por longas horas. O amanhecer sem energia atrasa atividades básicas, obrigando a população a buscar pontos de recarregar aparelhos em várias ruas da província.

As ligações para telefone e internet ficam comprometidas, dificultando a comunicação com familiares e serviços. Em muitos bairros, o dia é gasto na tentativa de manter contatos, cozinhar, limpar e cuidar de familiares com necessidades especiais, sempre sob o temor de novos cortes.

Impacto no cotidiano

A falta de energia reduz também o acesso à água e a higiene, elevando riscos de doenças. Hospitais e consultórios relatam impactos na continuidade de tratamentos e diagnósticos, com pacientes cadastrados em filas para procedimentos e cirurgias.

Segundo autoridades de saúde, o bloqueio econômico tem aumentado as perdas do setor, com desembolso adicional para manter serviços. Atrasos e interrupções atingem desde serviços de diagnóstico até a reabilitação de pacientes.

Desafios de transporte e serviços

A precariedade no fornecimento elétrico agrava a carência de transporte público, levando muitos a recorrer a serviços privados com valores atrelados ao dólar paralelo. A situação também complica a logística de recebimento de insumos médicos e itens básicos pela população.

Entre os exemplos mais sensíveis, pacientes em tratamento de hemodiálise enfrentam jornadas longas entre casa e clínicas, com adaptações no uso de dialisadores. O quadro geral evidencia pressão sobre profissionais de saúde e infraestrutura.

Contexto político e social

A gestão elétrica de Havana divide-se em blocos horários para cortes de energia, tentando atenuar impactos, segundo a União Eléctrica. A notícia ocorre em meio a tensões externas associadas a sanções e pressões diplomáticas que afetam o fornecimento de energia.

Entretanto, moradores descrevem a permanência de dificuldades extremas e desabafos nas redes sociais sobre tarifas, frequência de quedas e qualidade de vida. A população, exaurida, busca informações e soluções práticas para o dia a dia.

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