- Pelo menos oito estados baniram o kratom, entre eles Alabama, Arkansas, Connecticut, Indiana, Louisiana, Tennessee, Vermont e Wisconsin; outros estudam proibições ou regulações, incluindo restrições apenas às formas sintéticas.
- Em Dubuque, Iowa, bar de bebidas sem álcool vendia coquetéis de kava e kratom. Uma funcionária relatou ter se tornado dependente do kratom ao misturá-lo ao chá.
- O uso do kratom tem aumentado nos Estados Unidos, com relatos de dependência e efeitos semelhantes aos opioides; estudos mostram crescimento de hospitalizações ligadas à substância, especialmente com o surgimento de versões sintéticas como a 7-OH.
- Idaho discute banimento do kratom; o estado já registrou mortes associadas à substância e aprovou banimentos em cidades como Idaho Falls, que entram em vigor em sete de julho.
- Há divergência entre especialistas e associações: defensores argumentam que o kratom natural é seguro; críticos afirmam que o problema está nas formas sintéticas, como a 7-OH, e defendem restrições ou proibições parciais.
Mais de oito estados dos EUA avançam para banir o kratom, droga de origem vegetal associada a efeitos semelhantes aos opioides. O movimento ocorre em meio ao aumento do uso entre consumidores e preocupação com riscos à saúde pública.
Em Iowa, autoridades locais estudam proibição de kratom após relatos de uso em bares com bebidas à base de plantas como kava e kratom. O caso ganhou repercussão após relatos de usuários que misturam o pó de kratom a chás.
O kratom tem sido comercializado em várias redes de conveniência, lojas de conveniência e casas de câmbio de bebidas como suposto substituto natural. A expansão do consumo tem sido acompanhada de debates sobre segurança e dependência.
O tema tem ganhado força em legislaturas estaduais. Estados como Alabama, Arkansas, Connecticut, Indiana, Louisiana, Tennessee, Vermont e Wisconsin já adotaram proibições parciais ou totais sobre o kratom, com outras propostas em análise.
Entre as vantagens apontadas pelos apoiadores da proibição constam relatos de aumento de casos de transtornos por uso de opioides e a presença de versões sintéticas mais potentes do kratom. Defensores da regulamentação enfatizam riscos adicionais com variantes sintéticas.
Em Idaho, o kratom já foi citado como fator contribuinte em mortes entre 2021 e 2023, segundo o Departamento de Política de Drogas do estado. Relatórios toxicológicos indicam a presença de outras substâncias, sobretudo opioides, nos casos analisados.
Ainda em Idaho, propostas de leis que restringiam ou proibiam o kratom não avançaram, deixando a questão em aberto. No momento, a discussão segue em alto nível político, com diferentes visões sobre o impacto real do kratom na saúde pública.
Conforme o debate aumenta, entidades ligadas à indústria do kratom negam que o produto seja intrinsecamente viciante ou perigoso. A posição é de que os danos estão mais ligados às formas sintéticas, como o 7-OH, e não ao consumo de kratom na essência.
Em Nova York, projeto de lei bipartidista propõe banir apenas o 7-OH, preservando produtos de kratom considerados naturais. A medida já passou por a Assembleia e aguarda aprovação do governador para entrar em vigor.
Alegações sobre a dependência do kratom são contestadas por representantes da indústria, que destacam que o uso problemático pode ocorrer com várias substâncias e não demonstra dependência fisiológica exclusiva do kratom. A disputa em Idaho permanece em curso.
Na prática, alguns compradores relatam que o kratom era usado para evitar testes de urina em dependências de drogas, mas especialistas afirmam que não há consenso científico sobre padrões de dependência vinculados ao kratom. A evidência continua sendo tema de estudo.
No segmento local, estabelecimentos que comercializam kratom dizem que a proibição pode impactar a adesão a produtos naturais e de bem-estar. Também apontam que a medida pode afetar empregos e a economia de pequenas empresas.
Em Idaho Falls, a maior cidade do condado, a prefeitura aprovou proposta de proibição de venda de kratom com efeito que entra em vigor em 1º de julho. A medida segue para promulgação final, dependendo de tramitação legislativa adicional.
Enquanto isso, casos locais de uso de kratom e relatos de dificuldades de abstinência entre usuários são citados por autoridades e representantes comunitários na discussão sobre políticas públicas. A abordagem permanece diversa entre estados.
Profissionais de saúde pública ressaltam a necessidade de dados consistentes para embasar decisões regulatórias. A escalada de mortes associadas a substâncias derivadas do kratom alimenta a cautela de legisladores e autoridades de saúde.
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