- A jornalista e ativista pela saúde Merope Mills foi agraciada com o CBE na lista de honras do rei por serviços à segurança do paciente.
- Martha’s rule permite que pacientes, familiares e profissionais peçam uma segunda opinião ou revisão rápida em hospitais, após a morte da filha de Mills em 2021.
- Martha, de 13 anos, faleceu no King’s College Hospital após complicações de sepse; em 2022, um inquérito indicou que a menina provavelmente teria sobrevivido se tivesse sido transferida para UTI mais cedo.
- A campanha levou à criação de uma linha direta hospitalar e ao protocolo de revisão rápida, utilizado pela NHS desde 2024; autoridades dizem que pode ter salvado centenas de vidas.
- O ex-secretário de saúde Wes Streeting afirmou, no mês passado, que mais de 500 pessoas receberam atendimento potencialmente salvador graças à Martha’s rule.
Merope Mills, jornalista e ativista na área da saúde, recebeu o título CBE na lista de honras do aniversário do rei, pelos serviços à segurança do paciente. A homenagem destaca seu papel na implementação de uma iniciativa que atua na Inglaterra para ampliar a participação de pacientes e familiares na avaliação de cuidados. Mills liderou a campanha ao lado do marido, Paul Laity, com apoio de médicos e enfermeiros.
A regra, conhecida como Martha’s rule, permite que pacientes, parentes e profissionais peçam uma segunda opinião e solicitem uma revisão rápida quando houver dúvidas sobre o cuidado prestado. A mobilização ganhou força após a morte da filha de Mills, Martha, em 2021, em King’s College Hospital, em Londres.
Martha faleceu após uma perforação pancreática que evoluiu para sepse. O caso ganhou atenção de um inquérito em 2022, que indicou que a menina provavelmente teria sobrevivido com transferência precoce para terapia intensiva. A campanha destacou falhas no reconhecimento de sinais de alerta e na decisão sobre transferência hospitalar.
Contexto e impacto
A família de Martha e Mills passaram a defender a criação de um canal de incidentes para relatar preocupações com o tratamento. A partir de 2024, o NHS implementou a Martha’s rule em hospitais da Inglaterra, com observação de que pacientes podem acionar atendimento especial para revisão rápida.
Dados públicos citados indicam que centenas de casos receberiam intervenção mais rápida após a adoção da regra. Em declarações associadas à honraria, autoridades destacaram que a prática já alterou condutas clínicas em casos críticos, aumentando a segurança do cuidado.
Reações
Wes Streeting, ex-ministro da Saúde, ressaltou que mais de 500 pessoas teriam recebido atendimento potencialmente salvador desde 2024 por meio da Martha’s rule. A família Laity ressaltou o ganho em vozes de pacientes e familiares na tomada de decisões, sem depender unicamente da avaliação clínica inicial.
Mills afirmou que o reconhecimento não é apenas dela, mas de todos que apoiaram a mudança, incluindo médicos, enfermeiros e a própria comunidade hospitalar. A honraria chega como reconhecimento a uma campanha que visa reduzir mortes evitáveis e custos associados a falhas no atendimento.
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