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Diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas melhora qualidade de vida

Diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas eleva sobrevivência e qualidade de vida no Brasil, onde nascem cerca de 30 mil crianças por ano

Crianças brincando em cima do tapete. Brincadeira de Criança. Foto: visoot/ Adobe Stock
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  • Cerca de 30 mil crianças nascem por ano no Brasil com malformações no coração, segundo o Ministério da Saúde.
  • Nesta sexta-feira, 12, é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, e o diagnóstico vem aumentando no país.
  • O diagnóstico precoce facilita o planejamento do parto e, quando necessário, o nascimento em local com UTI para acesso a cirurgia ou cateterismo.
  • Sinais de alerta incluem ganho de peso lento, dificuldade para mamar, respiração acelerada ou cansaço; em bebês, pele arroxeada pode indicar baixa oxigenação.
  • O SUS oferece acompanhamento integral, desde ecocardiograma pré-natal até cirurgias de alta complexidade, com possibilidade de vida normal para muitos pacientes.

Cerca de 30 mil crianças nascem no Brasil com algum tipo de malformação cardíaca a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira, Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, especialistas destacam que o diagnóstico precoce tem aumentado no país.

A cardiopatia congênita abrange diversas doenças, com diferentes graus de gravidade. Dados da coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do INC apontam que o acesso ao diagnóstico e ao tratamento vem evoluindo, especialmente na Região Sudeste.

A cardiologista pediátrica Renata Mattos explica que, no diagnóstico fetal, a detecção pode orientar o planejamento do parto e, em alguns casos, permitir intervenções antes ou logo após o nascimento. Em casos graves, a gestação requer parto em local com UTI.

Se o diagnóstico for feito após o nascimento, sinais como atraso no ganho de peso, dificuldade para mamar, respiração acelerada ou cansaço são indicativos de encaminhamento a cardiologia infantil. Em bebês com baixa oxigenação, a tonalidade arroxeada também é um alerta.

Crianças com cardiopatias podem exigir uma única cirurgia ou um conjunto de procedimentos ao longo da vida. Segundo Renata Mattos, diagnóstico adequado aumenta significativamente a chance de vida normal, com tratamento adequado e acompanhamento médico.

Especialistas ressaltam que, conforme os pacientes envelhem, surgem também questões de saúde adulta, como hipertensão ou colesterol alto. Entretanto, a tendência é de maior sobrevivência e inserção social, com exercícios e atividades físicas orientadas.

A história de Nathan Senna Alves, diagnosticado ao nascer, ilustra a realidade de múltiplas intervenções ao longo da vida. Ele passou por três cirurgias entre a infância e o início da vida adulta e continua acompanhando-se, hoje, na Policlínica Piquet Carneiro.

Apenas a título de exemplo, a instituição Pró Criança Cardíaca atua há 30 anos, atendendo mais de 16 mil crianças, com 130 mil atendimentos realizados e atendimento gratuito, destacando a importância do acesso amplo ao sistema de saúde.

No SUS, o acompanhamento é integral, desde o ecocardiograma fetal até cirurgias complexas. A linha de cuidado prevê encaminhamento para redes especializadas, com tratamento clínico ou cirúrgico custeado pelo sistema. Ferramentas como ecocardiograma fetal e o Teste do Coraçãozinho compõem a triagem neonatal.

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