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Crianças maltratadas pelos pais têm maior probabilidade de praticar bullying

Estudo da University College London liga punição física na infância a menor aprovação em GCSE e maior bullying, fortalecendo apelo por banimento

Children whose parents hit them at the ages of three, five and seven were significantly less likely to pass their GCSEs.
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  • Estudo da University College London com dados de dezenove mil crianças no Reino Unido mostra que quem sofreu punição física aos três, cinco e sete anos tem menos chances de passar nos exames GCSEs do que crianças sem punição, mesmo considerando o contexto familiar.
  • Jovens que foram punidos na infância têm maior probabilidade de intimidar irmãos e outros, além de se envolver em cyberbullying, conforme o estudo.
  • O levantamento aponta que mais de vinte por cento das crianças em 2020-2021 receberam punição física e que os efeitos são mais marcados em alunos mais novos; meninos costumam ser mais afetados.
  • Especialistas e organizações defendem mudanças legais na Inglaterra e na Irlanda do Norte para proibir punição física, igualando a proteção oferecida a adultos.
  • O governo afirma que a nova Lei de Bem-estar Infantil e Escolas aumentará proteção a crianças vulneráveis, mas não há planos de legislar no momento; atualmente a lei permite punição considerada razoável sob a Seção cinquenta e oito da Children Act de 2004.

O estudo da University College London (UCL) indica que crianças que sofrem punição física pelos pais apresentam menor desempenho escolar e maior propensão a bully, tanto em relação a pares como a indivíduos. Os resultados foram obtidos a partir de dados de 19 mil crianças nascidas no Reino Unido no início dos anos 2000.

A pesquisa acompanhou crianças de três, cinco e sete anos e avaliou resultados em exames GCSE na adolescência. Em comparação com filhos de famílias que não puniam fisicamente, os punidos tinham probabilidade mais elevada de não obter cinco GCSEs, incluindo inglês e matemática, ao considerar fatores familiares e socioeconômicos.

Além disso, adolescentes que receberam punição física na primeira infância mostraram maiores índices de bullying, agressão e cyberbullying. Dados sugerem impacto negativo contínuo na convivência social e no bem-estar.

Mudança de tema: implicações legais e defesa da proteção infantil

especialistas afirmam que os resultados reforçam o argumento pela proibição de punição física. A NSPCC destaca que a proteção de crianças deve acompanhar a dos adultos, defendendo mudanças legais na Inglaterra e na Irlanda do Norte.

Jess Asato, deputada, comentou que o governo deve agir com base no relatório, citando exemplos já adotados na Escócia e no País de Gales. Em resposta, o Departamento de Educação informou que a Lei de Bem-Estar Infantil e Escolas fortalece a proteção, mas não há planos de legislação neste momento para banir a punição.

A legislação britânica atual permite defesa de “punho razoável” em casos de agressão, conforme a Seção 58 da Children Act 2004. A pesquisa aponta que mais de 20% das crianças de 10 anos foram alvo de punição física entre 2020 e 2021, com maior incidência entre crianças em idade pré-escolar.

Conclusão didática dos impactos observados

Os efeitos são mais evidentes no comportamento de bebês, com dificuldades de leitura a longo prazo associadas a punição repetida em idades de três, cinco e sete anos. Ao final da infância, o estudo indica menor probabilidade de aprovação em GCSEs entre quem foi punido com frequência.

O estudo de UCL frisa que a punição física pode prejudicar a sociedade como um todo, não apenas o bem-estar individual. A equipe de pesquisa recomenda mudanças legais para reduzir a violência contra crianças e proteger seu desenvolvimento.

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