Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MPF quer obrigar Einstein a reservar vagas de residência médica para cotas

MPF entra com ação para obrigar o Einstein a reservar vagas na residência médica para cotas: 30% negros, 10% pessoas com deficiência (PCD), 5% indígenas, quilombolas e transexuais

Fachada do Einstein Hospital Israelita na unidade Morumbi
0:00
Carregando...
0:00
  • Ministério Público Federal ajuíza ação contra o Hospital Albert Einstein para obrigar a adoção de cotas na residência médica, com reservas de 30% para negros, 10% para pessoas com deficiência e 5% para indígenas, quilombolas e transexuais.
  • A ação cita a Portaria GM/MS nº 5.801/2024, que criou programa de ações afirmativas do Ministério da Saúde, exigindo reservas para negros, indígenas, quilombolas, transexuais e PCD em projetos financiados pelo órgão.
  • Segundo o MPF, o Einstein, por ser entidade filantrópica, teria imunidade tributária e, portanto, deveria devolver à sociedade por meio de ações afirmativas. A ação tramita na 8ª Vara Cível Federal de São Paulo.
  • O Einstein afirmou que a obrigação de cotas não se aplica a instituições privadas de assistência social e que não impõe cotas para residências médicas; hoje o programa oferece vagas apenas na ampla concorrência, com 111 vagas em 2026.
  • O hospital destacou dados internos de diversidade (49% a 70% de participação de pretos/pardos e mulheres em liderança) e citou bolsas socioeconômicas, além de projetos como escola técnica integrada em Paraisópolis.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação na Justiça contra a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein, para obrigar a instituição a adotar cotas nos programas de residência médica. O objetivo é reservar vagas para grupos cotistas nos percentuais de 30% para negros, 10% para pessoas com deficiência e 5% para indígenas, quilombolas e transexuais, cada um.

A ação tramita na 8ª Vara Cível Federal de São Paulo e questiona a imunidade tributária do Einstein, sustentando que a instituição, por atuar como entidade filantrópica, deve retribuir à sociedade por meio de ações afirmativas de acesso à residência médica.

O MPF contextualiza que o Programa de Ações Afirmativas do Ministério da Saúde, criado em 2024, já determina reservas para negros, indígenas, quilombolas, transexuais e pessoas com deficiência em projetos financiados pelo órgão. A Justiça é o caminho para estender esse marco ao Einstein.

Segundo a ação, a reserva de vagas para residência médica seria: 30% para negros; 10% para pessoas com deficiência; 5% para indígenas; 5% para quilombolas; 5% para transexuais. Os pleitos buscam editais complementares com as novas cotas.

O Einstein esclarece que sua condição de entidade beneficente não impõe cotas para residências médicas. A instituição afirma que não se enquadra como obrigação institucional sob esse aspecto, mantendo atual perfil de seleção, com ampla concorrência.

Em resposta, o hospital destaca dados de diversidade entre seus colaboradores, com 48% de pessoas pretas e pardas e 70% de mulheres, que ocupam 58% das lideranças. A instituição também cita atuação de bolsas por critério socioeconômico e uma escola técnica integrada ao ensino médio.

Além disso, o Einstein informa que desenvolve ações voltadas à diversidade, como um programa voltado para jovens da comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, reforçando seu compromisso institucional com o tema.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais