- Gabriela Camargo, conhecida como Gabi Sálvi, foi nomeada Miss Universe Araraquara 2026 e recebeu ataques gordofóbicos nas redes; o vídeo repudiando os ataques foi publicado no domingo.
- Ela afirmou que não houve concurso municipal recente em Araraquara e explicou que a nomeação segue a coordenação do Miss Universe, sem intervenção direta do prefeito.
- O encontro com a chefia do Executivo ocorreu dentro de protocolos de representatividade, a pedido da coordenação, e não mudou o funcionamento do processo.
- A jornalista ressaltou que críticas são legítimas, mas ataques à aparência são discriminação; ressaltou que gordofobia e misoginia são problemas estruturais e que a representatividade importa.
- Ações legais estão sendo preparadas; ela confirmou que, caso haja ofensas, poderá buscar o Judiciário contra os agressores, mantendo o compromisso com o cargo e com mensagens de empoderamento.
A jornalista e atriz Gabriela Camargo, conhecida como Gabi Sálvi, foi anunciada como Miss Universe Araraquara 2026. A nomeação gerou discussão sobre padrões estéticos, violência de gênero e crimes digitais. Gabi respondeu aos ataques gordofóbicos em um vídeo divulgado no domingo, 7.
A nova Miss Universe Araraquara afirmou que nasceu e foi criada na cidade, que representa no Miss Universe São Paulo, e esclareceu boatos sobre favorecimento político. Disse não ter participado de concurso municipal nem ter intervenção pública no processo.
Aga mentou que houve reunião apenas para explicar o funcionamento institucional do concurso, sem decisões que dependam do prefeito. Afirmou que a nomeação seguirá regras do Miss Universe e depende de uma coordenação especializada.
Transparência no processo de escolha
Gabi enfatizou que a coordenação do evento é quem escolhe a candidata apta, sem necessidade de autorização municipal. Disse que o encontro com o Executivo ocorreu conforme protocolo de representatividade, um ano após aceitar o convite da coordenação.
Gordofobia, misoginia e limites do debate
Ela classificou as agressões como discriminação, apesar de reconhecer a legitimidade de descontentamento com a escolha. Explicou que ataques à aparência ou ao peso não configuram apenas opinião, mas violência.
Providências legais
A representante afirmou que medidas legais estão sendo estudadas pela assessoria. Indicou que poderá acionar o Poder Judiciário contra agressores quando houver ofensa direcionada à sua imagem ou condição de mulher.
A mensagem final reforçou o compromisso com o cargo e a defesa de representatividade, afirmando que sonhos não dependem da aprovação de padrões estéticos e agradecendo o apoio recebido.
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