- O governo do Reino Unido anunciou um serviço nacional no formato “Who Do You Think You Are?” para jovens que deixaram o sistema de acolhimento, com financiamento de £ 8,4 milhões.
- A ideia é ajudar quem saiu aos dezoito anos a encontrar familiares e amigos com quem perdeu contato, por meio de um coordenador treinado e uso de registros públicos e escolares.
- O programa identifica pessoas importantes na vida do jovem e as reconecta com um plano de apoio, visando manter relacionamentos duradouros.
- Em dois mil e vinte e quatro, uma em cada dez crianças em acolhimento mudou de casa três ou mais vezes; mais de vinte por cento vivia a mais de vinte milhas da comunidade de origem.
- O ministro da infância, Josh MacAlister, destacou que o objetivo é reduzir mortes entre jovens atendidos pelo sistema, fortalecendo redes de apoio e promovendo interdependência.
Um novo programa nacional com financiamento de 8,4 milhões de libras será lançado na Inglaterra para ajudar jovens que saem do sistema de acolhimento a reencontrar familiares e pessoas de confiança com quem perderam contato. A iniciativa, que funciona no formato similar ao Who Do You Think You Are, tem como objetivo criar uma rede estável de apoio para 18‑anos que enfrentam o desafio de deixar a assistência social.
Quem deixa o acolhimento aos 18 anos passa a sofrer um descolamento rápido de assistentes sociais e de apoio diário. O governo afirma que isso aumenta o risco de isolamento e de desfechos negativos em saúde mental, educação e oportunidades de emprego. O novo serviço pretende identificar pessoas importantes na vida do jovem e localizá‑las com cuidado, para, depois, conectá‑las a um plano de apoio.
O programa contará com um coordenador treinado que acompanhará cada jovem. A tarefa é mapear familiares, mentores e amigos próximos, usar registros de cuidado social, relatórios escolares antigos e cadastros públicos para facilitar o reencontro de vínculos. O objetivo é que o retorno ocorra com um plano de suporte já em curso.
Dados de 2024 indicam que um em cada dez menores sob cuidado mudou de residência três ou mais vezes no período, e mais de 20% ficavam a mais de 32 quilômetros de sua comunidade. Esses indicadores ajudam a justificar a aposta em uma rede de contatos estável para reduzir isolamento.
Contexto e impactos esperados
O ministro da Criança descreveu o programa como uma mudança significativa, colocando relacionamentos duradouros como prioridade do sistema de acolhimento pela primeira vez. A ideia é evitar decisões de curto prazo que rompam vínculos e deixem jovens mais vulneráveis.
Estudos locais já apontam resultados promissores, com jovens participantes ganhando em média quase duas relações significativas adicionais. Parte deles reconectou‑se com familiares próximos e com professores ou assistentes de cuidado que mantêm vínculos de confiança.
Perspectivas para o futuro
Autoridades ressaltam que o objetivo é reduzir mortes entre quem deixa o acolhimento e melhorar desfechos de saúde mental, educação e empregabilidade. O governo afirma que o programa nacional complementa iniciativas já existentes em áreas locais, ampliando o alcance de redes de apoio para quem deixa o sistema de acolhimento.
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