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NHS combaterá antisemitismo após relatório apontar ostracismo de judeus

Serviço Nacional de Saúde terá treinamento obrigatório sobre antissemitismo para chefes de trusts e restringe símbolos políticos em uniformes, após relatório de Mann

The scene of an antisemitic arson attack in Golders Green, north London, in March, an incident where volunteer ambulances run by a Jewish organisation were set on fire.
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  • O NHS vai atuar contra o antisemitismo após um relatório de Lord Mann mostrar ostracismo rotineiro de pacientes e profissionais judeus no serviço.
  • O documento recomenda treinamento obrigatório antiantisemitismo para diretores de todos os 205 trusted no país e restrições ao uso de símbolos políticos em uniformes.
  • O relatório destaca que o antisemitismo ameaça a universalidade do NHS, com judeus temendo não receber tratamento adequado e alguns adiantando cuidados.
  • Dois médicos foram cancelados do registro e impedidos de exercer no Reino Unido por comportamento antissemita; outro médico enfrenta julgamento no tribunal de Bristol por envolvimento com Hamas.
  • Além do antisemitismo, o NHS buscará combater toda forma de racismo, com as lideranças dos trusts recebendo treinamento anti-racismo nos próximos seis meses.

A investigação encomendada pelo governo aponta que o antissemitismo está entranhado no NHS, levando pacientes e profissionais judeus a sentirem-se ostracizados e até a adiar tratamento. O relatório de Lord Mann, assessor do governo, será publicado nesta quinta-feira e traz casos de intimidação e abusos dentro do serviço de saúde público.

Entre as medidas anunciadas, o NHS restringirá símbolos políticos usados em uniformes por parte de seus 205 trusts na Inglaterra e implementará treinamentos obrigatórios antiantissemitismo para dirigentes. A iniciativa visa tornar o NHS um empregador mais responsável e inclusivo.

O relatório afirma que o antissemitismo no NHS já compromete a universalidade do serviço, com médicos e pacientes judeus relatando discriminação por colegas. Um levantamento recente mostrou que pessoas judias têm mais probabilidade de esconder identidade ou recusar tratamentos.

Dois médicos foram removidos do registro médico britânico por comportamento antissemítico: Manoj Sen e Mohammed Asif Munaf. Um terceiro médico, Rahmeh Aladwan, enfrentará julgamento no Bristol Crown Court por incitação a apoio a Hamas e estímulo a ódio racial.

O documento também cita que a experiência da comunidade judaica piorou após um ataque a uma base da organização de apoio a judeus na região de Golders Green, em abril. O ataque é usado como exemplo de aumento da hostilidade.

Profissionais da área de saúde criticam o aumento da discriminação e destacam que a segurança no local de trabalho é essencial. A presidente do Royal College of Nursing reforçou a necessidade de ambientes livres de racismo, violência e assédio.

O Conselho Geral de Medicina informou ter recebido quase 800 queixas sobre antisemitismo entre médicos entre 2023 e 2025, com muitas envolvendo mensagens em redes sociais. O órgão já disciplinou ou advertiu alguns médicos envolvidos.

Representantes partidários reagiram enfatizando a necessidade de combater todas as formas de racismo no NHS. Ações em curso incluem educação contínua, supervisão mais rigorosa e caminhos de denúncia para profissionais e pacientes.

O NHS afirma que as mudanças, consideradas urgentes, devem reforçar a proteção de pacientes e trabalhadores contra discriminação, em linha com a visão de serviço universal. As medidas devem entrar em vigor nos próximos meses.

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