- Novo documentário, End of the Cycle, propõe reavaliar Marilyn Monroe a partir da luta silenciosa contra a endometriose, doença debilitante que a afetava.
- O filme afirma que Monroe sofreu miscarriages, teve visitas hospitalares “misteriosas” e era catalogada como “difícil”, possivelmente relacionado à condição.
- O diagnóstico da doença é citado no livro de 1985 Goddess: The Secret Lives of Marilyn Monroe (Anthony Summers), que afirma impactos negativos na vida pessoal e profissional da atriz.
- A endometriose é crônica, sem cura, diagnosticável apenas por cirurgia, e estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas no mundo vivam com a condição.
- O documentário segue seis mulheres que lutam contra a endometriose; co-diretores, participação de Folake Olowofoyeku e Brittany Brown; painel aconteceu no Whitby Hotel em 2 de junho.
O documentário End of the Cycle apresenta uma rerepresentação da biografia de Marilyn Monroe, destacando uma batalha silenciosa contra a endometriose. O filme, que tem entre os protagonistas Amy Schumer e Julianne Hough, propõe uma leitura diferente sobre a icônica atriz.
Segundo a produção, Monroe sofreu com várias perdas gestacionais e episódios hospitalares ainda sem explicação, situações que podem estar relacionadas à doença. A equipe do longa afirma que a visão tradicional sobre Monroe não reflete plenamente o quadro médico que enfrentava.
O filme foi apresentado em uma sessão no Whitby Hotel, com a presença dos diretores Samay Jaye e Soraya Simi, além de Folake Olowofoyeku e a atleta Brittany Brown. A discussão ocorreu no dia 2 de junho, durante um painel com a participação dos cineastas.
A endometriose é uma condição em que tecido semelhante ao endométrio cresce fora da cavidade uterina, gerando dor intensa. Não possui cura conhecida e só pode ser diagnosticada via cirurgia. Estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas convivam com a doença no mundo.
Anthony Summers, autor do livro de 1985 Goddess: The Secret Lives of Marilyn Monroe, afirma que Monroe teve diagnóstico confirmado por médico. Ele aponta que a doença contribuiu para dificuldades em relacionamentos, desejo de filhos e, segundo a obra, afetou carreira e bem-estar, levando ao uso de analgésicos e sedativos na época.
A produção ressalta que Monroe vivia a condição de forma discreta, sem apoio social ou público, o que, segundo o documentário, dificulta entender seu passado sob uma perspectiva completa. A obra acompanha ainda a história de seis mulheres que convivem com a endometriose.
O elenco de vozes do documentário inclui Schumer, Hough e outras artistas, que discutem como a doença molda a vida dessas mulheres. A equipe de produção destacou a importância de considerar o contexto histórico ao abordar o tema.
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