- A Nova Zelândia enfrenta fraturação social, com custo de vida, queda na confiança no governo, isolamento e atitudes anti-imigrantes, segundo relatório de coesão de 2025.
- Jovens entre 18 e 35 anos são mais otimistas sobre coesão social do que pessoas mais velhas.
- Northland é a região mais afetada pelo custo de vida, com 39% de insegurança alimentar e mais da metade insatisfeita com a situação financeira.
- Em Wellington, apenas 22% estão satisfeitos com o funcionamento da democracia, e a confiança nas instituições caiu para 39%.
- O país se prepara para a eleição geral de novembro, com foco nos temas custo de vida, economia e saúde, enquanto cresce a preocupação com a coesão social.
A comunidade de Auckland ganha visibilidade com uma intervenção artística que une música e serviços básicos. Em uma lavanderia na Karangahape Road, Jefferson Chen e Quentin Lind apresentaram um projeto musical que funciona também como espaço de encontro. A iniciativa busca aproximar pessoas de diferentes origens em um local público e cotidiano.
O estudo da Helen Clark Foundation, publicado em maio, aponta fraturas na coesão social na Nouvelle Zelândia. O relatório analisa 2025 e compara com 2024, destacando estresse financeiro, queda de confiança no governo e aumento da sensação de isolamento. A conclusão é de que o país ainda não está polarizado, mas apresenta sinais de fragilidade.
A pesquisa aponta quatro temas centrais: custo de vida, desconfiança institucional, isolamento e atitudes antiimigração. Entre os mais jovens, de 18 a 35 anos, há maior otimismo sobre coesão social do que entre pessoas mais velhas. Em regiões distintas, as percepções variam bastante.
Desafios regionais e percepções de democracia
Northland registra elevada insegurança alimentar, com 39% dos respondentes nessa situação, acima da média nacional de 24%. A inflação imobiliária agrava a sensação de precariedade, com inflação de moradia pressionando famílias.
Em Whangārei, o apoio a iniciativas sociais se mantém ativo, com cerca de 180 pessoas semanais buscando alimentação gratuita ou com custo reduzido. Ainda assim, a região destaca uma identidade de solidariedade entre moradores e comunidades de diferentes etnias.
Na capital, Wellington, há reconhecimento de eleições justas, mas apenas 22% aprovam o funcionamento da democracia. Em Otago-Southland, o quadro é o oposto: maior contentamento com o sistema, porém altos índices de isolamento social.
Iniciativas para fortalecer coesão em Auckland
Vizinhos de Auckland enfrentam desafios de emprego, custos de vida e isolamento, mas atuam para manter espaços de convivência. A experiência de Chen e Lind mostra como espaços públicos podem estimular diálogo e criatividade entre moradores. A ideia é reduzir a distância entre grupos diversos.
Economia, serviços públicos e participação cívica aparecem como componentes-chave para a resiliência social. Pesquisadores destacam que a coesão não é simples bônus, mas condição necessária para decisões de longo prazo. A observação é de que medidas que aproximem comunidades devem ser priorizadas.
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