Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bolsa Família eleva o IDHM do Brasil a nível elevado

IDHM alcança patamar muito alto, impulsionado pela expansão educacional do Bolsa Família, enquanto desigualdades raciais e de gênero seguem graves

Foto: Lyon Santos/MDS
0:00
Carregando...
0:00
  • O IDHM do Brasil alcançou o patamar de muito alto pela primeira vez, reflexo, principalmente, do aumento de matrículas e frequência escolar impulsionados pelo Bolsa Família, segundo Radar IDHM divulgado em 26 de maio.
  • O levantamento utiliza a metodologia do IDH e acompanha dados de saúde, educação e renda, destacando a educação como principal motor da melhoria.
  • O Bolsa Família impõe condicionalidades, como manter a vacinação em dia e a frequência escolar mínima dos filhos; descumprimento pode levar à suspensão do benefício.
  • Apesar do avanço, persiste desigualdade racial e de gênero, com ganhos maiores entre grupos de baixa renda, majoritariamente negros, e ainda significativas disparidades entre brancos e negros.
  • Em 2024, o IDHM foi de 0,805, com o índice educacional em 0,798, renda em 0,760 e saúde acima de 0,800 na média nacional; a pandemia de 2021 foi a exceção isolada no quadro de saúde.

O IDHM do Brasil atingiu pela primeira vez a faixa de “muito alto”, impulsionado principalmente pela expansão do acesso à educação proporcionada pelo Bolsa Família. O dado é do Radar IDHM, divulgado nesta terça-feira (26) pelo PNUD, em parceria com o IBGE e a Fundação João Pinheiro. A análise usa a metodologia do IDH, com dimensões de saúde, educação e renda.

O estudo abrange 2012 a 2024 e aponta que a educação foi o principal motor da subida. A saúde manteve patamar estável, acima de 0,800, com exceção de 2021, reflexo da pandemia. A renda oscila em torno de 0,76, enquanto a educação chegou a 0,798, sustentando o conjunto em 0,805 em 2024.

Avanço educativo e desigualdade

Betina Ferraz Barbosa, economista-chefe do PNUD Brasil, destaca que a política social tirou crianças de cenários de vulnerabilidade e trabalho infantil. Ainda assim, o documento aponta desigualdades acentuadas por raça e gênero, apesar da melhoria global.

A maior parte dos beneficários do Bolsa Família está entre famílias de baixa renda, majoritariamente negras. Dados do Radar IDHM indicam que o avanço educacional ocorreu principalmente nesses grupos, reduzindo a distância entre brancos e negros, mas sem eliminar as disparidades.

Mudanças demográficas e perspectivas

O radar aponta que o Brasil enfrenta um processo demográfico em que a população negra ganha peso relativo na composição por raças. Especialistas ressaltam que o futuro econômico dependerá cada vez mais de jovens negros, o que exige política pública integrada entre educação, saúde e renda.

O IDHM de 2024 ficou em 0,805, acima de 0,800 pela primeira vez desde 2012. O resultado reforça o papel da educação como vetor central para o desenvolvimento humano, ainda que a renda e a desigualdade permaneçam como desafios estruturais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais