- O governo alemão avalia elevar a alíquota de contribuição ao auxílio-invalidez para pessoas sem filhos de 4,2% para 4,3%, com cobrança iniciando aos 23 anos.
- O déficit do caixa do auxílio-invalidez é projetado em 22,5 bilhões de euros até o fim de 2028.
- A proposta aparece diante de uma população mais idosa, com 20% de habitantes com 67 anos ou mais, e da ideia de financiar cuidados permanentes por meio de contribuições sociais.
- Dentro da coalizão, o SPD sinalizou abertura à medida, enquanto a CSU também apoia e defende a contribuição como reconhecimento do papel dos pais no financiamento social.
- Críticos afirmam que aumentos pontuais não resolvem o problema a longo prazo; o Ministério da Saúde planeja apresentar um projeto de lei em julho, com possível redução de subsídios para internação em lares de idosos em pauta.
Diante de um envelhecimento da população e de um rombo financeiro no seguro de cuidados, o governo da Alemanha avalia aumentar a alíquota para pessoas sem filhos. A proposta surge de um documento interno que vazou na imprensa na terça-feira, 26.
O objetivo é estabilizar as contas do auxílio-invalidez, também conhecido como seguro de cuidados. O benefício cobre quem precisa de cuidados permanentes, como idosos e doentes crônicos, mas não cobre todas as despesas. A arrecadação vem do seguro de saúde público, responsável por quase 90% da população.
Para quem tem filhos, a contribuição varia entre 3,1% e 3,6% da renda. Sem filhos, a cobrança é de 4,2%, sendo 3,6% de base mais 0,6% adicional já aos 23 anos. A proposta propõe elevar esse grupo em 0,1%, para 4,3%.
Apoio na coalizão
A coalizão governista recebe a ideia com cautela. O SPD, segundo maior parceiro, sinaliza abertura à possibilidade de aumentar a contribuição para pessoas sem filhos, citando o financiamento estável do sistema de cuidados.
Especialistas do SPD defendem discutir mecanismos para financiamento solidário no longo prazo, sem abrir mão de reformas estruturais mais amplas. A CSU, aliada da CDU, também apoia a medida, destacando a responsabilidade educativa dos pais.
Críticas e perspectivas
Verdes criticam propostas isoladas, alegando falta de um plano viável para o financiamento estável do seguro. A Esquerda classifica o aumento como cosmético e aponta a necessidade de inclusão de segurados privados no sistema público.
Líderes de associações citadas pela imprensa contestam a eficácia de aumentos pontuais. Destacam que o rombo exige reformas de longo prazo e não apenas ajustes temporários. A proposta ainda carece de detalhes.
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