- Alcanzar 80% da população em idade de trabalhar reduziria em £ 10 bilhões o custo do universal credit.
- O estudo defende atacar as causas profundas do desemprego em vez de cortar benefícios para reduzir o gasto com bem‑estar.
- Pesquisados indicam apoio de 59% dos eleitores, em média, à abordagem de longo prazo para reduzir o gasto, tratando as causas subjacentes.
- Entre as opções, 20% dos entrevistados preferem cortes rápidos ao restringir elegibilidade; 8% defendem reduzir os valores recebidos.
- O relatório recomenda priorizar saúde pública, habitação social e recuperação econômica de regiões carentes para diminuir a insegurança econômica.
O estudo da Joseph Rowntree Foundation (JRF) defende reduzir o gasto com assistência social não cortando benefícios, mas atacando as causas do desemprego. A avaliação aponta que alcançar 80% da população em idade ativa empregada pode reduzir o custo do universal credit em £10 bilhões, cerca de um oitavo do saldo atual.
Segundo a JRF, o gasto com benefícios não pensados para aposentadoria manter-se-ia estável, em torno de 5% do PIB durante o restante desta legislatura, mesmo com eventuais mudanças no entorno macroeconômico. A ideia é enfrentar as raízes da insegurança econômica.
A pesquisa acompanhada por More in Common ouviu 4 mil eleitores. Vouamedes entre 59% apoiam reduzir o gasto no longo prazo ao tratar as causas subjacentes, frente a 20% que defendem cortes rápidos restringindo elegibilidade ou 8% que propõem reduzir o valor dos benefícios. Entre eleitores que votaram em Labour, LibDems ou Green em 2024, 70% apoiam a abordagem de longo prazo.
Os autores destacam que a fila de busca por emprego em eventos, como feiras de trabalho, evidencia a necessidade de políticas integradas. Em paralelo, a pesquisa aponta que pedidos de universal credit por questões de saúde aumentaram mais em regiões com poucas oportunidades locais, muitas delas áreas industriais ou litorâneas em declínio.
Mudança de foco: políticas públicas
O relatório recomenda priorizar medidas como ampliar o suporte à saúde pública, ampliar habitação social e reativar economias regionais. O objetivo é reduzir a dependência de benefícios por meio de melhores empregos, moradia acessível e serviços de saúde fortalecidos.
A divulgação coincide com a divulgação de um relatório provisório sobre jovens fora da escola, do emprego ou da formação (Neet), preparado por Alan Milburn. O ex-ministro pode sugerir reformas de benefícios ao final do levantamento, ainda que cortes amplos gerem resistência política.
Um porta-voz do Departamento de Trabalho e Pensões afirmou que reformar o welfare visa colocar quem pode trabalhar no mercado. O governo destaca investimentos em trabalho subsidiado, bolsas de emprego, aprendizados e treinamentos, além de programas para pessoas com doença ou deficiência entrarem no mercado de trabalho.
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