- Milburn afirma que é preciso um “ reset do sistema” para enfrentar o desemprego entre jovens, criticando a estratégia atual como mal articulada.
- Aproximadamente 1 milhão de jovens de 16 a 24 anos está sem educação, emprego ou estágio, segundo dados que devem ser divulgados na quinta-feira.
- O relatório proposto recomenda reformular o sistema de bem‑estar social e de apoio ao emprego para jovens, conectando escola, habilidades, serviço de saúde, assistência e mercado de trabalho.
- O governo enfrenta pressão de empresários após mudanças propostas em seguridade social e salários mínimos, com a revisão de benefícios por incapacidade sob responsabilidade do ministro Stephen Timms.
- Milburn ressalta que reformas devem priorizar resultados e apoio ao emprego, mantendo a proteção para quem não pode trabalhar, sem reduzir o suporte.
O relatório encomendado pelo governo britânico conclui que o aumento no desemprego juvenil exige um “reset” no sistema, com revisão profunda de benefícios de saúde e deficiência. A análise aponta que as medidas atuais estão fragmentadas.
Alan Milburn, responsável pela revisão, afirma que as respostas até agora foram programas isolados de emprego, sem uma estratégia integrada. O objetivo é alinhar educação, saúde e serviços de apoio ao emprego.
O estudo, com lançamento previsto para quinta-feira, avalia por que quase um milhão de jovens entre 16 e 24 anos não está em educação ou trabalho. O resultado pode pressionar mudanças na política pública.
A depender das conclusões, o governo deverá redefinir a forma como escolas, sistema de habilidades, serviço de saúde e proteção social interagem para ampliar oportunidades de trabalho para jovens.
Especialistas apontam que a taxa de NEET (não em educação, emprego ou treinamento) está próxima de um milhão, em meio a críticas à condução de políticas de emprego. O governo enfrenta cobranças de empresários.
O relatório também examina impactos de medidas fiscais, como o aumento de contribuições previdenciárias para empregadores e propostas de nivelar salários mínimos entre jovens e trabalhadores mais velhos, que têm sido alvo de debate.
Milburn defende que qualquer ajuste nas welfare benefits deve vir acompanhado de fortalecimento do apoio à empregabilidade. Medidas apenas de custos não seriam suficientes para mudar resultados.
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