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Creches na Inglaterra cobram taxas extras para cobrir lacuna de financiamento

Pais de creches na Inglaterra pagam taxas extras para cobrir subfinanciamento das horas gratuitas; ONG aponta cross-subsidy e CMA deve avaliar

In a survey last year, nearly three-quarters of parents whose children were attending formal childcare reported having to pay for extras.
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  • Pais e responsáveis de crianças em creches na Inglaterra pagam taxas extras para cobrir o subfinanciamento das horas de cuidado infantil gratuitas, incluindo refeições, fraldas e atividades.
  • A Secretária de Educação, Bridget Phillipson, pediu à autoridade de concorrência que investigue cobranças ocultas enfrentadas para acessar vagas financiadas.
  • Uma pesquisa de Ipsos com dois mil pais indicou que mais de um quarto considerou o custo da creche como principal obstáculo para a opção desejada.
  • O grupo Early Years Alliance (além de relatos) aponta que as cobranças representam “cross-subsidy” (subsídio cruzado) repassado a famílias.
  • O governo lançou um mapa digital de provedores em algumas regiões para facilitar o acesso, com expansão prevista para todo o país ainda neste ano.

O conteúdo reporta que creches na Inglaterra cobram taxas adicionais para compensar o déficit de financiamento do governo, em meio a políticas de horas gratuitas de cuidado infantil. A cobrança envolve itens como refeições, fraldas, lenços e atividades, segundo apoiadores da campanha.

O debate ganhou impulso quando a secretária de Educação, Bridget Phillipson, pediu ao regulador de concorrência que investigue cobranças ocultas ao acesso à educação infantil financiada pelo governo. A ação ocorre em meio a relatos recorrentes de custos extras.

O Departamento de Educação (DfE) informou que muitos pais são solicitados a pagar por extras para garantir vagas financiadas, cobrindo depósitos de espera, itens obrigatórios e horas adicionais. A constatação vem de uma pesquisa realizada em maio e junho do ano anterior.

Neil Leitch, chefe-executivo da Early Years Alliance, descreveu a prática como cross-subsidy, destacando a extensão do repasse de custos por parte de provedores para as famílias. O tema ganhou espaço em meios de comunicação britânicos.

Um caso citado envolve um pai, que relatou à imprensa que despesas diárias de até 16 libras por dia, para uma criança em creche, poderiam ocorrer além das taxas regulares. A entidade afirma que esse valor representa o repasse de custos, não o custo de uma refeição.

Pesquisa da Ipsos, com 2 mil pais de crianças até quatro anos, indicou que mais de um quarto considerou o custo da assistência infantil como principal obstáculo para a opção desejada. Os dados ajudam a fundamentar o debate.

Phillipson, em artigo assinado, afirmou que muitos pais não usufruem plenamente das horas financiadas e pediu uma apuração sobre cobranças, horários restritos e depósitos desproporcionais em relação ao que é pago. O objetivo é esclarecer impactos para famílias.

Medidas e ferramentas públicas

O governo lançou recentemente um mapa digital de provedores em Bristol, Bath e áreas próximas, para facilitar o acesso a serviços de cuidado infantil. O recurso será expandido para o resto do país ainda neste ano, acessível pela plataforma Best Start in Life.

Acompanhamento regulatório

Um porta-voz da Competition and Markets Authority (CMA) afirmou que recebeu a solicitação de Phillipson para revisar o setor de cuidado infantil na primeira infância. A CMA acompanha desenvolvimentos e planeja apresentar uma proposta ao conselho para avaliação.

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