- A comissária de vítimas para a Inglaterra e o País de Gales, Claire Waxman, disse que levará as experiências das famílias de Southport aos ministros.
- Pais de uma menina gravemente ferida dizem ter recebido no máximo doze sessões de aconselhamento após o ataque.
- As famílias relatam que o apoio psicológico foi inadequado e que o acesso ficou dificultado, com encaminhamentos entre serviços.
- O ataque em Southport ocorreu em 29 de julho de 2024, deixando três meninas mortas e outras pessoas feridas, causando trauma entre as famílias.
- O fundo de apoio psicológico de Sefton, de £ 665 mil, acabou vencendo em pouco mais de um ano, e autoridades estudam pedir mais recursos aos ministérios.
O comissário de vítimas da Inglaterra e Gales, Claire Waxman, anunciará uma abordagem formal aos ministros sobre relatos de falhas no apoio psicológico após o ataque em Southport. Familiares de crianças sobreviventes relataram lacunas no atendimento quase dois anos após o episódio.
Segundo a firma de advocacia Fletchers, que representa 22 dos 23 menores sobreviventes, houve transmissão de casos entre serviços, dificultando o acesso a suporte contínuo. Pais disseram ter lutado para obter ajuda psicológica adequada.
O ataque ocorreu em 29 de julho de 2024, quando uma menina de sete anos morreu e outras oito crianças, além de dois adultos, foram feridas em uma festa temática de Taylor Swift. Os relatos detalham o impacto imediato sobre famílias que buscaram atendimento após salvarem as próprias crianças.
Alguns familiares afirmam ter recebido no máximo 12 sessões de aconselhamento por meio da Victim Support, com necessidade de dividir o apoio entre a fase de crise, o trauma persistente e o acompanhamento para o julgamento. O serviço alegou seguir diretrizes nacionais de saúde mental.
A mãe de uma criança gravemente ferida descreveu dificuldades com o apoio oferecido aos pais, chamando o atendimento de inadequado e sem direção clara, apesar de o suporte à criança ter sido considerado um recurso essencial. Esse contraste alimenta as críticas ao sistema de apoio.
A Victim Support informou que o objetivo das 8 a 12 sessões para adultos era estabilizar a crise, e que casos adicionais seriam encaminhados ao NHS quando necessários. A organização ressaltou que acompanha diretrizes de especialistas e que busca melhorias constantes.
Waxman afirmou que vai tratar as queixas junto aos ministros e também com o CEO da Victim Support. Ela ressaltou a gravidade das situações vividas por crianças e pais, destacando a necessidade de respostas institucionais adequadas após traumas extremos.
Desdobramentos e financiamento
Sefton Council recebeu 665 mil libras do governo central para suporte psicológico, mas o montante não foi repassado à Victim Support, esgotando-se em pouco mais de um ano. A prefeitura avalia pedir novo recurso para manter serviços de apoio.
Fontes oficiais indicam que a prefeitura discute, ainda neste mês, a possibilidade de solicitar verbas adicionais, diante de efeitos psicológicos persistentes na comunidade. O contexto envolve decisões políticas sobre resposta a traumas públicos.
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