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ONGs alertam que situação humanitária em Gaza continua catastrófica

ONGs alertam que, seis meses após o plano da ONU, discrepâncias entre Israel e a realidade em Gaza agravam a crise humanitária, com saúde devastada e crianças fora da escola

O rastro de destruição em Gaza – Foto: Omar Al-Qatta/AFP
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  • ONGs internacionais — Oxfam, Save the Children e Refugees International — afirmam que, mais de seis meses após a aprovação pela ONU de um plano de paz para a Faixa de Gaza, a situação humanitária continua catastrófica.
  • Há discrepâncias entre os compromissos de Israel e a realidade dos palestinos, segundo as organizações, com a negação de entrada de suprimentos essenciais como tubulações, abrigo, materiais e medicamentos nas quantidades necessárias.
  • Profissionais de saúde relatam violência contínua; uma médica que retornou de Gaza diz que o sistema de saúde foi absolutamente devastado e que pacientes com traumatismos chegam todos os dias.
  • Crianças com desnutrição aguda ainda chegam às clínicas, e o número aumentou de janeiro a abril; mais de 600 mil crianças ficarão fora da escola pelo terceiro ano consecutivo.
  • Em novembro de 2025, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução que respaldava o plano de paz e a retomada da ajuda humanitária, enquanto faltam materiais de sanitização, água e saneamento, deixando famílias expostas a doenças.

As ONGs internacionais Oxfam, Save the Children e Refugees International afirmaram nesta quinta-feira 21 que a situação humanitária na Faixa de Gaza continua catastrófica, mais de seis meses após a aprovação de um plano de paz pela ONU. O ato ocorreu no território palestino, com o objetivo de pressionar Israel a cumprir obrigações humanitárias.

Segundo as organizações, existem discrepâncias relevantes entre os compromissos de Israel e a realidade enfrentada pela população local, incluindo dificuldades no acesso a suprimentos essenciais como tubulações para água, abrigo, materiais e remédios em volumes adequados. A avaliação aponta promessas de reconstrução ainda não realizadas.

A violência permanece intensa, com ataques israelenses conforme relato de uma médica que retornou de Gaza. Ela afirma que pacientes com traumatismos chegam diariamente e que o sistema de saúde palestino foi devastado. O relato destaca um cenário de continuidade do conflito e fragilidade das estruturas médicas.

Em novembro de 2025, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que apoiou o plano de paz e a retomada da ajuda humanitária, segundo as informações das ONGs. A resolução é citada como marco institucional para o desbloqueio de recursos.

A organização Save the Children aponta que crianças com desnutrição aguda ainda chegam a clínicas, e os dados indicam aumento no período de janeiro a abril. Outro ponto citado é a inexistência de um sistema educacional funcional, o que pode deixar mais de 600 mil crianças fora da escola pelo terceiro ano consecutivo.

As dirigentes das ONGs destacam ainda a carência de materiais de sanitização e higiene, além de esgoto a céu aberto. A falta de água e as condições precárias dos serviços de saneamento permanecem entre os principais problemas enfrentados pela população de Gaza.

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