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Vacina contra cepa do ebola na África pode levar até 9 meses

OMS afirma que vacina para cepa Bundibugyo pode levar de seis a nove meses para aplicação, enquanto outra candidata pode levar dois a três meses

A resident receives a vaccine as the vaccinations against Ebola continue in Alakro, the slum where the first case of Ebola was confirmed, in Abidjan, Ivory Coast August 17, 2021. REUTERS/Luc Gnago
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  • A Organização Mundial da Saúde informou que a vacina para a cepa Bundibugyo pode levar de seis a nove meses para ficar pronta para uso, com aceleração no processo de seleção de imunizantes.
  • Outra candidata a vacina pode ter doses para ensaios clínicos disponíveis em dois a três meses, dependendo dos resultados em testes em animais.
  • Em ambos os surtos na República Democrática do Congo e em Uganda, são quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas; 51 casos foram confirmados ao norte da RDC.
  • Em Uganda, dois casos foram confirmados em Kampala; um faleceu e o outro, um norte-americano, foi transferido para a Alemanha.
  • O surto é causado pela cepa Bundibugyo e, após consulta aos dois países, a OMS declarou emergência em saúde pública de importância internacional.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, em Genebra, que uma vacina capaz de enfrentar a cepa Bundibugyo do ebola pode levar de seis a nove meses para ficar pronta para aplicação. A coletiva ocorreu nesta quarta-feira, 20, com a participação do consultor Vasee Moorthy.

Moorthy destacou que o desenvolvimento está acelerado devido aos surtos na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, mas o cronograma depende de resultados de pesquisas e ensaios. A prioridade é avançar com os imunizantes mais promissores para a cepa alvo.

Uma vacina específica para Bundibugyo está em desenvolvimento, porém ainda não há doses disponíveis para ensaios clínicos. Outra candidata também corre em paralelo, com potencial de início de ensaios em dois a três meses, dependendo de testes em animais.

Dados e contexto

A OMS contabiliza quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas nos surtos na RDC e em Uganda. Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias do norte da RDC, mas a entidade admite subnotificação da escala.

Em Uganda, dois casos foram confirmados em Kampala, ambos provenientes de viação pela RDC. Um paciente morreu e o outro, um cidadão norte-americano, foi transferido para a Alemanha.

Contexto dos surtos

No início do mês, a RDC emitiu alerta sobre surto de alta mortalidade em Mongbwalu, Ituri. Pouco depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica confirmou Bundibugyo em oito de 13 amostras analisadas em Rwampara.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde da RDC declarou o 17º surto de ebola no país. O mesmo vírus foi identificado em Uganda após confirmação de um caso importado.

No dia seguinte, o diretor-geral da OMS, após consultar os Estados-Membros afetados, declarou o surto de Bundibugyo como emergência em saúde pública de importância internacional.

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