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Ebola e hantavírus mostram que o mundo não está preparado, diz especialista

Especialista alerta que falhas de vigilância e cortes de ajuda expõem vulnerabilidade global; defesa da preparação baseada em risco e detecção precoce

Integrante de equipe médica examina mulher com termômetro para afastar suspeita de contaminação pelo ebola na República Democrática do Congo – foto: Jospin Mwisha/AFP
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  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a epidemia de ebola na República Democrática do Congo não é uma emergência pandêmica, mas apresenta risco elevado em nível nacional e regional.
  • O hantavírus detectado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius gerou alerta internacional, com resposta rápida, mas ainda é preciso entender como esses surtos surgem.
  • A especialista Helen Clark afirma que é necessário ampliar o conhecimento sobre preparação baseada em risco, vigilância e detecção precoce.
  • Clark também destaca que cortes na ajuda internacional afetam a prevenção de doenças e destacam a vulnerabilidade de países pobres diante de emergências de saúde.
  • Questiona-se como a variante Bundibugyo do ebola permaneceu sem detecção por semanas, sugerindo investigação sobre a cadeia de eventos e as capacidades de resposta.

Os surtos de hantavírus e Ebola evidenciam lacunas na preparação global para pandemias, segundo a especialista Helen Clark. Em entrevista à AFP, a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia ressaltou que, apesar de avanços, o mundo ainda não domina os riscos de crises sanitárias.

Clark, copresidente do Painel Independente de Preparação e Resposta a Pandemias, afirmou que as normas sanitárias atuais estão funcionando, mas que a preparação baseada em risco precisa ser ampliar. Ela destaca a importância de identificar riscos, monitorar cenários e manter a capacidade de resposta.

OMS afirma que a epidemia de Ebola na República Democrática do Congo não configura emergência pandêmica, mas representa risco elevado nacionalmente e regionalmente. A organização reforça a necessidade de vigilância e cooperação internacional contínua.

A especialista citou a recente confirmação de um surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, no Oceano Atlântico, que já resultou em mortes e gerou alerta sanitário internacional. Ela questiona o que os demais navios que partem daquela região sabem sobre o vírus.

Clark também apontou falhas na detecção de uma variante específica do Ebola na RDC. Segundo ela, testes realizados buscaram outra variante, atrasando a identificação e a resposta por semanas. A solução passa pela melhoria de laboratórios e fluxos de dados.

Outro ponto destacado foi o impacto das cortes no financiamento internacional de saúde. Segundo a especialista, países mais pobres enfrentam carência de recursos para fortalecer sistemas de saúde, o que dificulta a prevenção e a resposta rápida a surtos.

Ela defende uma reforma no financiamento da preparação sanitária global, com investimentos que reflitam interesses comuns da comunidade internacional. Clark enfatiza a importância da solidariedade e da cooperação para bens públicos globais.

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