- No segundo episódio do podcast Carta Materna, Vera Iaconelli questiona o instinto materno e apresenta o debate entre maternalismo e antimaternalismo.
- Ela afirma que o cuidado não nasce pronto e que a responsabilidade pela criação recai sobre toda a sociedade, não apenas sobre a mãe.
- O episódio discute sacrifício e abnegação em relação à parentalidade, ligando o desejo de ter filhos às condições materiais e a novas masculinidades cuidadoras.
- Aborda a medicalização da gravidez e do parto, a violência obstétrica e a necessidade de apoio social ao ciclo perinatal.
- Indica tendências como as tradwives e a queda demográfica, enfatizando que o cuidado é uma responsabilidade compartilhada entre pais, mães e sociedade.
No segundo episódio do podcast CartaMaterna, a psicanalista Vera Iaconelli discute o mito do instinto materno, o conceito de maternalismo e a necessidade de ampliar o cuidado para além das mães. A conversa é conduzida por Clara Whitaker e aborda como o cuidado é socialmente distribuído.
Iaconelli, autora do Manifesto antimaternalista, afirma que há evidências que contestam a ideia de um impulso biológico universal para o cuidado materno. Segundo ela, o amor materno não surge pronto e o discurso de instinto pode esconder desigualdades na sociedade.
A entrevista explora ainda a ideia de sacrifício na parentalidade, destacando que desejar ter um filho não é necessariamente altruísta e que a responsabilidade sobre a criação envolve abnegação. A médica ressalta que o cuidado é uma tarefa compartilhada.
O episódio analisa a historicidade do maternalismo, mostrando que ele é um discurso socialmente construído, que atribui à mulher a maior parte das responsabilidades pelo cuidado. A convidada aponta para a necessidade de redistribuição dessa responsabilidade.
Além disso, a conversa aborda a participação de pais e cuidadores, destacando a importância de incluir homens na cultura do cuidado. O texto enfatiza que a parentalidade envolve direitos, políticas públicas e apoio societal para sustentar a nova geração.
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