- No Dia Mundial da Doação de Leite Humano, o Brasil destaca que a rede de bancos de leite do SUS beneficiou 4,1 milhões de recém-nascidos prematuros e de baixo peso nos últimos cinco anos.
- Entre 2020 e 2025, 3,6 milhões de mães doadoras contribuíram, atendendo 46,8 milhões de mulheres e coletando mais de 4,2 milhões de litros de leite.
- O Brasil abriga a maior rede de bancos de leite do mundo, com 239 Bancos de Leite Humano e 261 Postos de Coleta, reconhecida por baixo custo, alta tecnologia e cuidado humanizado.
- Em 2024, foi criada a Rede Alyne para reduzir mortalidade materna e infantil e ampliar o atendimento neonatal; já foram repassados R$ 93 milhões aos serviços.
- A campanha deste ano traz o tema Solidariedade que nutre, vida que cresce, destacando que doações podem ocorrer mesmo em pequenas quantidades, como 1 ml por momento.
O Dia Mundial da Doação de Leite Humano foi marcado pelo reforço, pelo Ministério da Saúde, da importância da rede SUS de bancos de leite. Em cinco anos, a doação beneficiou 4,1 milhões de recém-nascidos prematuros e de baixo peso. O leite doado fortalece a imunidade, a recuperação clínica e o desenvolvimento dos bebês.
Ao longo do período, 3,6 milhões de mães doaram leite, entre 2020 e 2025, enquanto outras 46,8 milhões de mulheres participaram indiretamente do processo. Foram coletados mais de 4,2 milhões de litros de leite em todo o país.
O Brasil abriga a maior rede de bancos de leite do mundo, integrada por alta tecnologia e cuidado humanizado no SUS. A rede serve como referência internacional para países da América Latina, África e Europa, destacando baixo custo e qualidade.
Atualmente, o país conta com 239 Bancos de Leite Humano e 261 Postos de Coleta distribuídos em todos os estados. Em 2024, foi criada a Rede Alyne para reduzir mortalidade materna e infantil e fortalecer o cuidado neonatal, com repasse de 93 milhões de reais já realizados.
Reconhecimento e alcance internacional
Neste ano, a campanha mundial adotou o tema Doação de Leite Humano: Solidariedade que nutre, vida que cresce, eleito por votação internacional com participação de 37 países. A ideia celebra a vida e o cuidado neonatal, fortalecendo a mobilização de novas doadoras.
Segundo o Ministério, basta 1 ml de leite em alguns casos para cada refeição, dependendo da condição clínica do bebê. Cada gota pode fazer diferença na recuperação de recém-nascidos prematuros, ampliando o alcance da atenção neonatal.
A coleta pode ocorrer na casa da doadora ou, em situações, com apoio de bombeiros ou serviços locais. Quando não há coleta domiciliar, mães são orientadas a procurar o Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta mais próximo para armazenamento e entrega.
O leite passa por etapas de cadastro, recebimento, armazenamento, seleção, pasteurização, controle de qualidade e distribuição. Todo o processo segue prescrições médicas e orientações nutricionais para cada bebê.
Ações recentes do Ministério da Saúde
O Ministério também anunciou, neste mês, a primeira versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. O documento consolida informações sobre gestação, parto, puerpério, vacinação, saúde mental, direitos das gestantes e orientações sobre amamentação e doação de leite.
A iniciativa integra as ações de fortalecimento do cuidado materno-infantil no SUS, alinhando prevenção, tratamento e apoio à amamentação. O objetivo é ampliar o acesso e a qualidade do atendimento durante todo o ciclo gestacional e neonatal.
Janaína Oliveira, do Ministério da Saúde, reforçou que a rede de bancos de leite continua a avançar como política pública, mantendo o compromisso com a saúde de mães e bebês em todas as regiões do Brasil.
Entre na conversa da comunidade