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Como o calor afeta o corpo humano

O calor extremo dilata os vasos, reduz a pressão e força o coração, podendo causar exaustão, desmaios e aumento do risco de ataques cardíacos, principalmente entre idosos e crianças

Getty Images A young woman wearing sunglasses talks on the phone while using a portable fan to keep herself cool.
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  • O calor faz os vasos sanguíneos se abrirem, reduz a pressão arterial e faz o coração trabalhar mais; podem ocorrer sintomas como erupção de calor, pés inchados e, com desidratação, exaustão pelo calor.
  • Grupos mais vulneráveis: idosos, bebês/crianças pequenas, pessoas com doenças, moradores de imóveis sem ar condicionado e pessoas que vivem sozinhas.
  • Exaustão pelo calor pode evoluir para golpe de calor; sinais: tontura, náusea, desmaios, confusão, cãibras, cefaleia, suor intenso; se não houver melhora em trinta minutos, é emergência médica.
  • Medidas de proteção: manter ambientes frios, beber líquidos (evitar álcool), evitar o sol entre 11h e 15h, usar protetor solar, chapéu de abas largas, buscar sombra e evitar exercícios na parte mais quente do dia.
  • Alguns medicamentos podem aumentar os riscos em temperaturas altas (diuréticos, anti-hipertensivos, certos remédios para epilepsia ou Parkinson, lítio, estatinas); manter a medicação conforme orientação e priorizar hidratação e resfriamento.

O calor extremo pode afetar o corpo de qualquer pessoa, mas alguns grupos têm maior risco de sofrer danos graves. Especialistas recomendam cuidado extra com idosos, bebês e crianças, bem como pessoas com condições de saúde prévias.

À medida que a temperatura sobe, os vasos sanguíneos se dilatam, o que pode baixar a pressão arterial e exigir mais trabalho do coração para bombear o sangue. O suor leva à perda de fluidos e de sódio, alterando o equilíbrio corporal.

Essa combinação pode provocar exaustão pelo calor, com tontura, náusea, desmaio, confusão, câimbras, dor de cabeça, suor intenso e cansaço. Queda marcada da pressão aumenta o risco de infarto.

Para entender a resposta do corpo ao calor, o organismo eleva o fluxo sanguíneo à pele para dissipar calor. A evaporação do suor facilita a perda de calor pela pele.

Medidas de proteção ajudam a reduzir riscos: manter locais internos frescos, evitar exposição solar entre 11h e 15h, usar protetor solar de alto FPS, chapéu de aba larga e hidratação constante.

A Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido destaca a importância de cuidar de quem tem mais dificuldade de manter o frescor, como idosos, quem mora sozinho ou tem condições médicas. Verificar vizinhos e familiares é recomendado.

Quem está em risco inclui pessoas acima de 65 anos, indivíduos com doenças cardíacas, diabetes ou mobilidade reduzida, além de moradores de térreos expostos ao calor e pessoas sem abrigo.

Medicamentos também influenciam. Diuréticos elevam o risco de desidratação; anti-hipertensivos podem provocar quedas adicionais de pressão; alguns remédios para epilepsia e Parkinson podem dificultar a sudorese. A orientação é manter a medicação normal, com foco em hidratação e frescor.

Dados de mortalidade associada ao calor indicam que, em anos recentes, há picos de óbitos relacionados a infartos e derrames, especialmente quando as temperaturas passam de 25°C a 26°C. A maior parte das mortes ocorre nos primeiros 24 horas de ondas de calor.

Caso alguém apresente exaustão pelo calor, as medidas são simples: levar a pessoa para um local fresco, colocá-la deitada com as pernas elevadas, oferecer água ou bebidas de reidratação, resfriar a pele com água fria ou compressas e acionar atendimento médico se não houver melhora em 30 minutos.

A recomendação é evitar atividades físicas intensas durante as horas mais quentes do dia, permanecer em sombra e manter-se bem hidratado. Em viagens, leve sempre água e observe sinalizações locais sobre riscos de água e rios.

O tema também aborda como o corpo regula a temperatura central, que é mantida próximo de 37°C. Com o calor, o organismo aumenta a circulação cutânea e inicia a sudorese para reduzir a temperatura interna.

Fontes locais destacam a importância de monitorar sinais em populações vulneráveis e de adotar estratégias de adaptação urbana para enfrentar ondas de calor, como melhorar a oferta de sombra, ventilação pública e acessos a água.

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