- Uma família imigrante em Chicago vive com medo constante de ações do ICE, que patrulha bairros de imigrantes desde setembro.
- Em episódios anteriores, agentes prenderam pessoas em uma madrugada em uma kitina; um cozinheiro migrante morreu após perseguição policial, elevando o clima de tensão na cidade.
- Ava (nome fictício) entrou nos Estados Unidos antes da segunda posse de Donald Trump; o marido, Sam, chegou em 2022; juntos tentam reconstruir a vida, com trabalho duro e apoio da família.
- Buscam regularizar a situação por meio do Temporary Protected Status; Ava foi chamada para uma entrevista nos EUA com validade de quinze dias, depois viajou a El Paso e retornou a Chicago com a família.
- A rotina mudou: eles evitam sair em grupo, organizam-se para atendimentos médicos da filha com necessidades especiais e enfrentam custos de moradia, alimentação e transporte, mantendo a esperança de uma vida estável no país.
A família Ava e Sam passou seis meses escondida em Chicago, temendo interrupções da imigração. Funcionários de ICE circulavam em bairros migrantes, de carrinhos a helicópteros, elevando o clima de alerta na comunidade.
A história segue Ava, que cruzou a fronteira antes da posse de Joe Biden e vive com o marido e dois filhos. Sam chegou aos EUA em 2022, trabalhando na construção, para sustentar a família com cerca de 600 dólares por semana.
Em setembro, agentes de ICE chegaram à cidade com uma frota de vans pretas não identificadas. Ações subsequentes incluíram interromper atividades rotineiras, confrontos com moradores e operações de busca em residências, elevando a tensão entre os imigrantes locais.
No final de setembro, a ICE realizou uma batida noturna em um prédio no South Side, com helicóptero e presença policial, prendendo 37 pessoas. Em novembro, uma professora colombiana foi retirada de uma creche durante o horário de aula.
A família avaliou opções de permanência no país, incluindo o programa de Status de Proteção Temporária (TPS). Ava ingressou no processo durante a administração Biden e, após longo período, foi chamada para uma entrevista nos EUA, com validade de 15 dias.
Durante o procedimento, Ava teve biometria, coleta de DNA e exame corporal; o passaporte foi retido e a família saiu com a permissão para retornar a Chicago. O marido organizou as passagens para o retorno, enquanto ela aprendia inglês para o dia a dia no aeroporto.
De volta à cidade, a vida seguiu com adaptação. As crianças passaram a frequentar escola, houve tentativa de retomar atividades normais e buscar atendimento médico para a filha, com cautela financeira diante de custos hospitalares sem seguro.
As semanas seguintes foram marcadas por isolamento e vigilantismo. A família reduziu atividades externas, principalmente em dias de ameaça percebida. A cada dia, Ava e Sam mantinham planos de contingência para proteger os filhos caso ocorram novas ações.
Mesmo com menor visibilidade das ações da ICE, Ava relata um ambiente de medo constante e preocupação com a família. O casal participa de treinamentos oferecidos por organizações locais sobre procedimentos em caso de detenção por autoridades migratórias.
A história de Ava e Sam ilustra o impacto humano das operações de imigração em Chicago, destacando riscos, decisões difíceis e a busca por estabilidade em meio a um contexto de incerteza institucional.
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