- Em 2025, o Brasil registrou 546 mil licenças por transtornos mentais.
- Mulheres recebem, em média, 21% menos que homens na mesma função; entre mulheres negras, a diferença pode chegar a 47%.
- Aproximadamente 60% dos diagnósticos de Síndrome de Burnout envolvem mulheres.
- A maternidade impacta o emprego: 48% das mulheres perdem o vínculo até dois anos após o parto.
- Especialistas sugerem auditorias salariais com recorte de raça e gênero, além de políticas de flexibilidade e apoio no pré e pós-parto para enfrentar a sobrecarga.
Em 2025 o Brasil registrou 546 mil licenças relacionadas a transtornos psíquicos, levantamento que revela o peso do adoecimento mental no mercado de trabalho. Dados indicam também que mulheres recebem, em média, 21% menos que homens na mesma função, com a segregação salarial atingindo 47% entre mulheres negras.
Especialistas apontam que o burnout feminino avança em ritmo preocupante. Aproximadamente 60% dos diagnósticos de Síndrome de Burnout ocorrem entre mulheres, influenciados pela sobrecarga de atividades profissionais, domésticas e cuidados familiares, em contexto de ambiente corporativo ainda dominado por homens.
A atuação da maternidade é destacada como gatilho adicional para o desgaste. Pesquisas da Fundação Getúlio Vargas mostram que 48% das mulheres perdem o emprego até dois anos após o parto. A percepção de custo da maternidade nas organizações reforça receios de demissão entre trabalhadoras.
Desigualdade salarial e raça
Dados do IBGE e do DIEESE mostram a diferença de remuneração por função e raça, com maior impacto entre mulheres negras. Segundo especialistas, a disparidade salarial configura parte relevante do estresse ocupacional feminino e da vulnerabilidade econômica.
Maternidade, políticas corporativas e produtividade
Relatos apontam que políticas de flexibilidade, acolhimento no pré e pós-parto e avaliações justas são essenciais para reduzir o burnout. A ausência de considerações sobre ciclos hormonais e saúde feminina agrava a sobrecarga e a queda de produtividade.
Caminhos para mudança organizacional
Para reduzir o impacto, recomenda-se auditoria salarial com recorte de raça e gênero, ações de combate ao racismo institucional e revisão de critérios de avaliação. A adoção de práticas que reconheçam especificidades femininas é vista como medida de sobrevivência econômica e humana.
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