- Janja da Silva afirmou ter sofrido assédio duas vezes enquanto ocupava o cargo de primeira-dama, mesmo com equipe e seguranças.
- Ela disse que não se sente segura em locais considerados protegidos e que denúncias são decisões pessoais de cada mulher.
- Durante o debate na TV Brasil, foi lembrada a situação semelhante enfrentada pela presidenta do México, Claudia Sheinbaum, que sofreu abordagem inadequada na frente de seguranças.
- Janja é uma das vozes públicas contra assédio e feminicídio e destaca a necessidade de ampliar o debate sobre o tema no cotidiano.
- Em caso de violência, recomenda denunciar pelos números 190, 180 ou Disque 100.
A primeira-dama Janja da Silva disse em Televisão que sofreu assédio em duas ocasiões durante o período em que já ocupava o cargo, após a posse de Lula. A declaração ocorreu no programa Sem Censura, da TV Brasil, durante debate sobre o tema.
Ela afirmou que não havia segurança em nenhum lugar que frequenta, mesmo com equipe, olhar vigilante e câmeras. Segundo Janja, o assédio ocorreu mesmo em ambientes que deveriam ser considerados protegidos para a primeira-dama.
Na conversa, foi feito o paralelo com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que também enfrentou incidentes similares ao longo de seu mandato. Houve registro de uma tentativa de contato inadequado próximo ao palácio presidencial.
A primeira-dama destacou que não aceita cobranças para denunciar situações de violência. Ela ressaltou que a decisão de denunciar é pessoal e que ninguém deve desqualificar a dor das mulheres que sofrem esse tipo de violência.
Janja também atua como uma voz pública contra feminicídio. Ela comentou que, desde o início da relação com o presidente, percebeu mudanças no tratamento de questões como violência contra a mulher e a necessidade de enfrentar o problema de forma direta.
A defesa de políticas públicas para mulheres e o combate ao assédio aparecem como prioridades no entorno de Lula, segundo pessoas próximas. Elas indicam que o tema ganhou espaço no governo desde o início da parceria com a primeira-dama.
Como denunciar violência
Em caso de violência, o número 190 deve ser acionado para atendimento imediato. Casos de violência doméstica podem ter amparo pela Lei Maria da Penha, além de denúncias pelo 180, Central de Atendimento à Mulher, e pelo Disque 100, que trata de violações aos direitos humanos.
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