- A Mumsnet lançou uma campanha para banir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, com avisos de saúde no estilo de embalagens de cigarro.
- As peças publicitárias em cartazes e nas redes trazem afirmações sobre riscos à saúde, como maior probabilidade de ansiedade, transtornos alimentares e comportamento suicida ligado ao uso excessivo de redes.
- A campanha pede que as pessoas enviem e-mail aos deputados para exigir a proibição; é a continuação da iniciativa Rage Against the Screen.
- Justine Roberts, fundadora da Mumsnet, afirmou que não é uma questão de paisarem ou guia, mas de proteger crianças de um modelo de negócio viciado em adição.
- Autoridades, incluindo o primeiro-ministro e o comissário de crianças da Inglaterra, discutem medidas para restringir o acesso de menores às redes sociais, com promessas de ações nos próximos meses.
A organização Mumsnet lançou uma campanha para proibir o uso de redes sociais por pessoas com menos de 16 anos. A ação apresenta anúncios com avisos à moda de embalagens de cigarro, destacando riscos à saúde e pedindo que o público envie e-mails aos seus MPs. A campanha é parte da iniciativa Rage Against the Screen, que defende maior regulação do acesso infantil às redes.
Os anúncios, exibidos em outdoors e redes sociais, afirmam que passar três horas ou mais por dia nas redes aumenta a probabilidade de automutilação entre adolescentes e que o vício no celular eleva a ansiedade. Também sugerem ligação entre uso excessivo das redes e transtornos alimentares e comportamento suicida entre jovens. A comunicação convoca o público a pressionar parlamentares pela proibição.
Justine Roberts, fundadora da Mumsnet, disse que as famílias enfrentam danos diários provocados pelas redes e que o problema não se resolve apenas com regras parentais. Ela afirmou que não há como vencer um modelo de negócio alicerçado no vício e que a campanha visa despertar a atenção de políticos para proteger crianças do uso problemático de tecnologia.
Reação e contexto
Sedona Jamieson, estudante com experiência de transtornos mentais, elogiou a campanha e relatou ter sido exposta a espaços de apoio online que agravaram dificuldades como ansiedade, depressão e transtornos alimentares. Ela afirmou a necessidade de salvaguardas e moderação de conteúdo mais responsável pelas plataformas.
Na mesma semana, o primeiro-ministro prometeu medidas para reduzir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais em meses, e não necessariamente indicações de proibição total. A comissária de crianças da Inglaterra, Dame Rachel de Souza, afirmou que medidas de segurança online são cruciais, mas reforçou que uma proibição também não garante proteção imediata.
Um porta-voz do governo disse que há planos de consulta rápida sobre limites etários, design mais seguro e eventual proibição, com participação de pais, professores, jovens e especialistas. O Royal College of Psychiatrists destacou que a proteção da saúde mental infantil é prioridade pública, defendendo maior regulação de plataformas e mais dados anônimos para pesquisas.
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