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Pai de Vorcaro mantém repasses de 400 mil e solicita dados após Compliance Zero

STF autoriza prisão de Henrique Moura Vorcaro por manter repasses de 400 mil e solicitar informações sigilosas da PF após início da Compliance Zero

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução
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  • Decisão do Supremo Tribunal Federal autorizou a prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, por manter repasses financeiros e solicitar informações sigilosas de um grupo investigado após o início da Compliance Zero.
  • O material investigativo aponta repasses de R$ 400 mil mensais ao grupo, com cobrança de pagamentos atrasados em mensagens de 06/01/2026.
  • Em trechos das conversas, Marilson Roseno da Silva cita manter “uma manada de búfalo” e Henrique promete enviar o recurso, sugerindo envio imediato de R$ 400 mil e, em vez disso, até R$ 800 mil.
  • Também há informações de pedidos de serviços do grupo após as fases da operação, incluindo busca por informações sigilosas sobre um inquérito em que Henrique havia sido intimado.
  • Mensagens de fevereiro de 2026 indicam que ele continuou recorrendo ao grupo, mesmo com o avanço da Compliance Zero, segundo a investigação.

O STF autorizou nesta quinta-feira a prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, no contexto de desdobramentos da Operação Compliance Zero. A ação aponta que ele manteve repasses financeiros e acionou integrantes de um grupo investigado mesmo após o início da operação.

Conforme o documento, mensagens extraídas do celular de Marilson Roseno da Silva indicam pagamentos contínuos para manter a estrutura criminosa. Um dos trechos descreve cobrança de pagamentos atrasados, com a promessa de enviar 400 mil reais, valor considerado como repasse mensal pelo grupo.

Relatos apresentados aos autos mostram que Henrique também solicitava serviços do grupo após as fases iniciais da Compliance Zero. Entre os pedidos, havia buscas por informações sigilosas sobre um inquérito pelo qual ele próprio havia sido intimado, com supostos deslocamentos de policiais e delegados para consultas em sistemas da PF.

Contexto da operação

Em comunicação de janeiro de 2026, o beneficiário demonstra expectativa de recebimento de recursos, sinalizando continuidade do suporte financeiro à organização criminosa. A investigação aponta que as conversas sugerem uso de rede interna para obter dados não autorizados.

Segundo a decisão, o grupo investigado mobilizava membros para facilitar acessos indevidos a informações de apurações policiais. Trechos citados indicam a persistência de contatos entre Henrique e os integrantes, mesmo com avanço da investigação.

A apuração segue em andamento, com a prisão de Henrique Moura Vorcaro como etapa relacionada à continuidade dos repasses e à obtenção de informações sigilosas. A PF não confirmou outros detalhes oficiais até o momento.

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