Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Manguezais globais podem se recuperar do desmatamento, diz novo estudo

Estudo com dados de satélite aponta recuperação global de manguezais, com expansão em novas áreas e queda da degradação nas últimas décadas

Mangroves and coral reef in Papua New Guinea. Image by Matt Curnock / Ocean Image Bank.
0:00
Carregando...
0:00
  • Um estudo da Tulane University, publicado em junho de 2026, aponta que as manguezais globais mostram recuperação global, com redução das taxas de desmatamento e degradação nas últimas décadas.
  • A análise, baseada em dados de satélite Landsat com resolução de trinta metros, aponta que a expansão e o recrescimento começaram a compensar as perdas por volta de 2010, resultando em queda global líquida de cerca de 1% desde os anos oitenta.
  • A recuperação ocorre principalmente pela expansão de manguezais em novas áreas, não pela recuperação de florestas já existentes.
  • As áreas de manguezal com cobertura fechada aumentaram de cerca de cinquenta por cento em meados dos anos oitenta para aproximadamente cinquenta e oito por cento em 2023, indicando maior densidade e potencial de armazenamento de carbono.
  • A recuperação é desigual: enquanto a Ásia-Sudoeste registra avanços, a África Ocidental, especialmente o delta do Níger, enfrenta queda significativa devido a desmatamento e atividades como produção de petróleo.

A recuperação global das manguezais, ecossistemas costeiros cruciais, é o foco de uma pesquisa publicada em junho de 2026 por cientistas da Tulane University, em Nova Orleães. O estudo aponta que, após décadas de desmatamento, a cobertura de manguezais tem se expandido e se recuperado em várias regiões do mundo. A recuperação resulta mais da expansão para novas áreas do que da recomposição de remanescentes.

Analisando dados de satélite com resolução de 30 metros, de 1984 a 2023, os pesquisadores identificaram que o ganho superou as perdas a partir de 2010, levando a uma queda global acumulada de cerca de 1% desde os anos 1980. A maior parte dessa recuperação ocorreu pela colonização de novas áreas, não pela restauração de florestas já existentes.

Zhen Zhang, principal autora, destaca que as taxas de desmatamento e degradação estagnaram nos últimos anos. A equipe utilizou imagens de Landsat para distinguir manguezais de outros ecossistemas, o que permitiu traçar esse quadro mais preciso da dinâmica global.

Mudanças no padrão de degradação e expansão

A pesquisa aponta que a degradação parcial reduziu-se, e uma parcela maior de manguezais hoje é de dense canopies, com maior capacidade de armazenar carbono e proteger margens. Entre 1980 e 2023, a proporção de áreas com cobertura fechada passou de cerca de 50% para 58%.

A faixa de Southeast Asia concentrou as maiores perdas até meados dos anos 2000, impulsionadas pelo desmatamento intenso na Birmânia e na Indonésia. Entre 1990 e 2005, esses países explicaram grande parte da tendência global de declínio.

No entanto, as últimas duas décadas mostraram variações regionais. A África Ocidental, especialmente Nigéria, registra queda contínua, impulsionada pela exploração de petróleo no Delta do Níger, enquanto regiões como o Sudeste Asiático avançam em direção à recuperação.

Implicações e próximos passos para conservação

Os autores ressaltam que manguezais são potentes formadores de estoque de carbono, com densidade maior que muitos bosques. A proteção dessas áreas pode funcionar como estratégia de mitigação climática, destacam Zhang e Friess.

A equipe recomenda priorizar a prevenção do desmatamento e incentivar a regeneração de manguezais já existentes, em vez de depender apenas de plantios novos. Os pesquisadores afirmam que a história mais otimista não é suficiente para desconsiderar problemas locais de perda.

Apesar do otimismo, os cientistas alertam para não subestimar riscos locais, como desmatamento contínuo ou eventos climáticos extremos. A continuidade de políticas de proteção é vista como essencial para manter a recuperação observada.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais