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Brown skuas e giant petrels raramente aterrissam; achados em WA preocupam

Chegada do vírus H5N1 a espécies da Antártida pode sinalizar início de infecção em massa na Austrália, elevando o alerta de autoridades e o risco para a fauna

The giant petrel that was found sick on Wylie Bay beach near Esperance in Western Australia.
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  • Duas aves marinhas na costa sul da Austrália—uma giant petrel e uma skua—foram confirmadas com a influenza aviária H5N1; ambas morreram.
  • Quase sessenta relatos de aves doentes ou mortas foram recebidos no estado no fim de semana, indicando preocupação local, mas ainda não há evidência de transmissão entre aves.
  • Autoridades dizem que o episódio ainda não mostrou disseminação; a chegada do vírus pela Antártida era considerada possível desde o início.
  • Especialistas alertam sobre impactos potenciais na fauna australiana e na indústria, com risco de novas espécies ou indivíduos serem afetados.
  • Quem encontrar aves ou mamíferos marinhos doentes ou mortos deve evitar o animal, registrar com fotos ou vídeo e ligar para a Emergency Animal Disease Hotline: 1800 675 888.

Dois pássaros marinhos encontrados doentes em praias do sudoeste da Austrália testaram positivo para a linhagem H5N1 da gripe aviária. A gigante petrel e o skua acordaram a preocupação mundial ao morrerem após o diagnóstico confirmado nesta segunda-feira, poucos dias após a detecção do primeiro caso.

Os casos foram confirmados em Western Australia, onde as aves haviam sido avistadas a poucos quilômetros de distância. A confirmação ocorreu dois dias depois que o skua teve o diagnóstico. Ações de biosseguridade foram acionadas pelas autoridades veterinárias.

Ambos os espécimes foram encontrados em praias da região e, desde então, morreram. A chefe da veterinária australiana, Dra. Beth Cookson, informou que não há sinais de disseminação para outras aves até o momento, mas o alerta permanece alto. A vigilância continua.

Vigilância e contexto

Pesquisadores destacam que a doença, que já dizimou aves e mamíferos globalmente desde 2021, não tinha chegado à Austrália até agora. O arranjo de chegada vindo da Antártida sempre foi considerado possível.

A pesquisadora Dra. Lauren Roman, do Institute for Marine and Antarctic Studies, lembra que a vigilância australiana nunca falseou testes; todos deram negativo até as recentes mortes. Ela cita o papel de aves que passam o inverno em alto-mar na possível transmissão.

Simon Gorta, ecologista da University of New South Wales, ressalta que o vírus se espalha globalmente e que as aves marinhas já enfrentam elevado risco. Ações de conservação e monitoramento são mantidas pelas autoridades.

Dale Wright, diretor interino de ciência de conservação da BirdLife Australia, aponta que outras aves podem chegar para contaminar ou contrair a doença. A detecção de uma nova ocorrência pode sinalizar uma possível nova onda de infecções.

O que fazer

Prevencionistas orientam não manusear animais doentes ou mortos; fotografar ou filmar apenas e ligar para a Emergency Animal Disease Hotline no 1800 675 888. A comunicação rápida ajuda no monitoramento de possíveis surtos.

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