- A ativista marinha Mona Khalil, de 76 anos, morreu em Beirute após ferimentos de um ataque aéreo israelense que atingiu sua casa, o Orange House Project, em Tyre, Líbano.
- O ataque, ocorrido no início deste mês, deixou também sua assistente etíope ferida com queimaduras e em recuperação.
- Khalil comandava um santuário de tartarugas e um projeto de ecoturismo para proteger ninhos de tartarugas cabeçudas e verdes ao longo da costa sul do Líbano.
- Ela permaneceu morando na casa apesar de invasões e conflitos; na Guerra Civil, morou na Holanda e retornou em 1999 para trabalhar na proteção ambiental.
- Grupos de conservação, como Green Southerners, lamentaram a morte e destacaram a importância de seu trabalho em biodiversidade e proteção marinha.
Mona Khalil, defensora marinha e ecologista, morreu aos 76 anos devido aos ferimentos de um ataque israelense ocorrido no início deste mês. Ela estava hospitalizada em uma unidade de terapia intensiva em Beirute após a explosão que atingiu sua casa no sul do país.
A ativista liderava há décadas o Orange House Project, um santuário próximo à cidade de Tyre dedicado à proteção de ninhos de tartarugas marinhas. Ela recebia voluntários em sua casa para limpar e monitorar uma praia de cerca de um quilômetro, além de receber turistas interessados em conservação.
O ataque atingiu a residência de Khalil, ferindo também sua assistente, uma mulher etíope que sofreu queimaduras e se recupera. Khalil havia retornado ao Líbano em 1999 após morar na Holanda durante a guerra civil. Sua residência fica em área já marcada por conflitos, exigindo coordenação com as forças armadas libanesas para visitas.
Contexto e legado
Khalil dedicou-se à proteção das tartarugas luthogadas e verdes que nidificam ao longo da costa sul do Líbano, enfrentando resistência de segmentos locais como desenvolvedores e pescadores que usavam pesca com dinamite. Seu santuário recebeu visitantes que participavam de atividades de observação e conservação, contribuindo para a educação ambiental na região.
Organizações locais lamentaram a perda. O grupo Green Southerners destacou a importância de Khalil como voz de conservação marinha e defesa da biodiversidade. A entidade afirmou que o ataque evidencia o custo humano de conflitos que atingem civis e ativos ambientais.
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