- Estudo oficial aponta que a construção da terceira pista em Heathrow pode afetar a saúde de até três milhões de pessoas que moram nas proximidades, com impactos adversos significativos.
- A expansão reduziria qualidade do ar e aumentaria o ruído, além de reduzir o acesso a moradia, educação, saúde, espaços abertos e transporte na região.
- O relatório também cita impactos sobre qualidade da água, identidade comunitária, paisagens e mitigação/adaptação às mudanças climáticas, com efeitos potenciais relevantes.
- Horas de trabalho, renda, educação e treinamento podem melhorar com a obra, mas os impactos ambientais e sociais são considerados prováveis e, em muitos casos, significativos.
- O projeto prevê pista de 3,5 mil metros, deslocamento da rodovia M25 e compra compulsória de cerca de oitocentas casas, com custo estimado em £33 bilhões e capacidade para até setenta e cinco a setenta e seis mil voos por ano e até cento e cinquenta milhões de passageiros.
O governo abriu a fase de consulta sobre a expansão do aeroporto de Heathrow, que pode incluir uma terceira pista e está previsto para afetar milhões de habitantes próximos. Um relatório oficial aponta riscos significativos para saúde e bem‑estar da população local, além de impactos em moradia, educação, saúde, espaços abertos e transportes.
A análise, encomendada pelo Departamento de Transporte, indica que a construção e operação da nova pista trarão piora no ruído e na qualidade do ar, além de prejudicar o acesso a serviços e o funcionamento das comunidades ao redor. O estudo também cita impactos na qualidade da água, na identidade comunitária e no cenário urbano da região.
Além dos efeitos ambientais, o relatório reconhece que a obra pode gerar benefícios de curto prazo em empregos, renda e qualificação, mas ressalva que muitos determinantes sociais e ambientais devem sofrer efeitos adversos de relevância significativa.
Detalhes operacionais e mitigação
O documento sinaliza que o projeto pode exigir deslocamento de trechos da via expressa M25 e a desapropriação de cerca de 800 residências, com custo estimado em torno de 33 bilhões de libras. A estimativa é de até 150 milhões de passageiros por ano e até 756 mil voos anuais, se concluída.
Economia e política migraram para o centro das discussões. O secretário de Transportes ressaltou que a consulta visa envolver comunidades, empresários e o público na definição de medidas para reduzir impactos, especialmente de ruído e qualidade do ar, sem negar benefícios econômicos.
Críticos, representados por grupos ambientais e de moradores, apontam que a expansão pode gerar décadas de consequências negativas para bairros próximos e para o tecido urbano local, com pressões adicionais sobre moradia e infraestrutura.
Reações e próximos passos
O governo classificou o processo de consulta como etapa positiva para alinhar interesses públicos e privados e acelerar o planejamento do projeto. A imprensa local acompanha o andamento e a reação de cidades vizinhas ao Heathrow.
A liderança política tem defendido que a ampliação é essencial para manter a conectividade do país e ampliar oportunidades econômicas. Contudo, opositores pedem maior tempo de avaliação e compensações efetivas para quem será impactado direta ou indiretamente.
Os próximos meses devem trazer novas propostas de mitigação, ajustes no desenho da obra e decisões sobre financiamento, licenças e cronograma, com foco na viabilidade técnica e na proteção aos moradores afetados.
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