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Cacatuas Flamin’ perdem habitat por incêndios; pode a espécie sobreviver?

Dois incêndios em doze anos devastaram pinheiros maduros no parque Wyperfeld, reduzindo o habitat da cacatua-rosa e ameaçando a reprodução

Pink cockatoos feed on Aleppo pine, ripping into the cones with dexterous claws and beaks, outside the Wyperfeld national park entrance.
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  • Dois incêndios em doze anos dizimaram apenas uma pequena parte do habitat principal das cacatuas-rosadas em Wyperfeld, Victoria, deixando poucos pinheiros velhos disponíveis para nidificação.
  • A espécie Lophochroa leadbeateri, endêmica, depende de pinheiros nativos Callitris gracilis para cavidades de nidificação; esses dourados precisam de árvores muito antigas, entre oitenta e cinco e cento e vinte e cinco anos.
  • O fogo de 2014 já tinha destruído grande parte do habitat de pinheiros planos, eliminando a maioria das cavidades antigas na área atingida.
  • O incêndio de 2025-26 devastou quarenta e quatro mil hectares em Victoria, com cinquenta e nove mil hectares dentro do parque Wyperfeld, agravando a perda de habitat.
  • Ações de conservação incluem alta de aproximadamente cento e cinquenta buracos artificiais criados com Parks Victoria e voluntários, além de replantio de pinheiros cypress (Callitris gracilis) para substituir os perdidos.

Na Wyperfeld national park, no noroeste de Victoria, dois incêndios em 12 anos devastaram grande parte do habitat da Cockatoos rosa. As autoridades registraram que 70% da área de habitat principal, conhecida como pine plains, foi atingida pelo fogo neste mês de janeiro, reduzindo consideravelmente a população de Lophochroa leadbeateri.

Os pink cockatoos dependem de pinheiros nativos, como o Callitris gracilis, para abrigos de nidificação. Antes, o parque contava com piores condições de envelhecimento das árvores, com muitas cavidades situadas em árvores centenárias já ausentes após as queimadas de 2014, agravadas pela recente devastação.

Victor Hurley, ecologista que acompanha as aves há décadas, descreve a espécie como altamente dependente de pinheiros antigos para criação de crias. Ele ressalta que árvores com pelo menos 85 anos são necessárias, idealmente 125 anos ou mais, para sustentar ninhos estáveis.

Apenas um pequeno bosque não queimado no leste do parque revela o tipo de hábitat perdido. Em resposta, voluntários e a Parks Victoria criaram aberturas artificiais em cascas de árvores para simular cavidades, buscando reduzir a competição por ninhos com galahs e abelhas.

Esforços de recuperação

Quase 150 tocas artificiais foram instaladas no parque com apoio de parques Victoria. A equipe também planta pinas Cypress finos para substituir árvores derrubadas. Rige a expectativa de que os pink cockatoos passem a explorar os novos ninhos, ainda que a restauração seja gradual.

O grupo Mallee Woodpeckers monitora a reprodução e alimentação das aves, junto de funcionários da Parks Victoria. O objetivo é manter a espécie viável enquanto as árvores antigas demoram décadas para retornar.

A comunidade local e as lideranças tradicionais, representadas pelo Barengi Gadjin Land Council, manifestam preocupação com a erosão do habitat. O grupo destaca que a recuperação da população levará muitos anos, dada a necessidade de árvores antigas para as cavidades.

As visitas ao parque, inclusive para observação de pássaros, permanecem um atrativo. Profissionais e voluntários ressaltam que as ações de manejo e a presença de habitat adequado são cruciais para a sobrevivência da espécie no longo prazo. Fonte: The Guardian.

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