- Desmatamento na Amazônia Legal em maio de 2026 caiu 61,4% frente a maio de 2025, totalizando 370 km², a maior redução já registrada.
- Dados do sistema Deter, divulgados durante visita do presidente Lula ao Observatório Regional Amazônico em Brasília, orientam ações de Ibama e ICMBio.
- No período de agosto de 2025 a maio de 2026, a queda acumulada foi de 37,5% versus agosto de 2024 a maio de 2025, com 2.189 km² desmatados, menor da história.
- Entre os alertas do Deter, 37,1% ocorreram em áreas regularizadas; 21,3% em florestas públicas não destinadas e 17,4% em áreas sem registro fundiário (desmatamento ilegal).
- Dados do Cerrado mostraram queda de 12,2% em maio de 2026 ante maio de 2025, e autoridades destacam avanços com metas de reduzir o desmatamento na Amazônia a zero até 2030.
Amazônia teve queda expressiva no desmatamento em maio de 2026. O total foi de 370 km², frente a 960 km² em maio de 2025, representando uma redução de 61,4%. Os números são do Deter, do Inpe, e foram divulgados durante visita do presidente Lula ao ORA/OTCA, em Brasília.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a queda supera expectativas históricas para o mês de maio, tradicionalmente mais desmatado pelo início da estação seca. Em campo, Ibama e ICMBio atuam com embargos e fiscalização em áreas protegidas e terras indígenas para conter o avanço da grilagem.
Desempenho na Amazônia
No acumulado de agosto de 2025 a maio de 2026, a redução é de 37,5% ante o período anterior. A área desmatada nesse intervalo foi de 2.189 km², menor desde o início do registro. A meta é consolidar o menor índice final já registrado até 31 de julho de 2026.
Entre os alertas do Deter, 37,1% ocorreram em áreas regularizadas. Na Amazônia Legal, 21,3% ocorreram em florestas públicas não destinadas e 17,4% em áreas sem registro fundiário, identificando parte do desmatamento ilícito.
Cerrado
Dados do Inpe também mostram queda de 12,2% no desmatamento do Cerrado em maio de 2026, ante maio de 2025. No período agosto de 2025 a maio de 2026, houve queda de 8,2% frente ao anterior, com 4.208 km² desmatados no bioma. A maioria ocorreu em propriedades privadas regularizadas (73,4%).
Contexto internacional
O governo brasileiro reforça que as ações de fiscalização estão em andamento, apesar de críticas internacionais. O USTR pondera a possibilidade de tarifas a produtos brasileiros por desmatamento. O ministro Capobianco afirma que os dados comprovam o avanço do controle ambiental. Lula destacou metas de zerar o desmatamento até 2030.
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