- Camboja planeja reintroduzir tigras usando tigres de Bengala vindos da Índia, que seriam soltos no Parque Nacional Kravanh, nas Montanhas Cardamom.
- A última avistagem confirmada de tigre ocorreu em 2007; em 2016, a espécie foi declarada extinta no país, após décadas de caça, armadilhas e degradação de habitat.
- Questões ecológicas e políticas permanecem: é preciso prey abundante; estudo de 2020 indica baixa probabilidade de sustentar 25 tigres adultos, sugerindo apenas a possibilidade de um pequeno grupo fundador de cinco animais.
- O habitat enfrenta pressões de desmatamento, estradas e projetos hidrelétricos, o que pode comprometer tanto a floresta quanto o acesso de caçadores e madeireiros às áreas protegidas.
- A consulta com comunidades locais parece inadequada, com moradores próximos nem sempre informados formalmente, gerando preocupações sobre segurança, perda de animais de criação e novas restrições.
Cambodia planeja reintroduzir tigres após quase duas décadas sem população selvagem confirmada. A estratégia envolve importar tigres de Bengala da Índia para o Parque Nacional Kravanh, nas Montanhas Cardamom, com um estágio de liberação suave já previsto.
Especialistas avaliam os impactos. A última avista de tigres ocorreu em 2007, e, em 2016, a espécie foi declarada extinta no país. Pressões como caça, cerco com armadilhas, degradação de habitat e comércio de partes permanecem atuantes.
O projeto aponta para um predador de topo em uma das maiores áreas florestais remanescentes do Camboja. A Índia já recuperou seus tigres, e o Camboja aprovou um plano de ação com uma área de liberação inicial pronta.
Entretanto, questões ecológicas e políticas ainda não estão resolvidas. A caça de presas abundantes é essencial para os tigres. Um estudo de 2020 indicou baixa probabilidade de sustentar 25 indivíduos adultos, limitando-se a uma população fundadora de cinco animais.
A disponibilidade de presas é discutível. Morcegos de caça grande como porcos selvagens podem compor boa parte da dieta, mas especialistas divergem sobre a robustez dos dados de presas para justificar a liberação.
A infraestrutura de apoio também é tema. Desmatamento, estradas e hidrelétricas avançam na área, o que pode afetar o habitat e facilitar o ingresso de caçadores e madeireiros. A operação exigirá aplicação de leis ao longo de muitos anos.
A participação local ainda é alvo de questionamentos. Entrevistas indicam que moradores próximos nem sempre foram informados sobre o projeto, levantando preocupações com segurança, perdas de criação e novas restrições.
A reintrodução representa um marco para a conservação no Camboja. O sucesso dependerá de prey, fiscalização, proteção do habitat e da inclusão das comunidades locais no processo, como parte integrante da estratégia.
O texto completo sobre o tema, assinado por Arathi Menon e Andy Ball, está disponível no portal.
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